Valorização do professor
Piso do magistério deve ser reajustado em 22,22% e passar para R$ 1.451
Segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 - 18:00 Tweet - divulgue esta matéria no twitter O piso salarial do magistério deve ser reajustado em 22,22%, conforme determina o artigo 5º da Lei 11.738, de 16 de junho de 2008, aprovada pelo Congresso Nacional. O novo valor será de R$ 1.451,00. O piso salarial foi criado em cumprimento ao que estabelece o artigo 60, inciso III, alínea “e” do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Conforme a legislação vigente, a correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2011, em relação ao valor de 2010. E eleva a remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.451,00.
Assessoria de Comunicação Social
Palavras-chave: educação básica, valorização do professor, piso salarial, Fundeb
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17542 - Acesso em 27/02/2012.
SALVE!!!! SALVE!!!! Alegria e felicidade sempre... Sejam todas e todos bem vindos. Esta é a página para quem tem prazer em ler artigos sobre Educação, História, Filosofia, Ciências da Religião, Sociologia, Ética, Política, Antropologia, Meio Ambiente, Geografia Humana, etc. Leia, comente e divulgue entre seus contatos. Paz e luz. Abraços Serranos...
AMIGOS DO PROFESSOR ZÉ WILSON
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
PM-SC: um depoimento imperdível
PM-SC: um depoimento imperdível
19 de fevereiro de 2012
Do 2o. Tenente da Policia Militar, Omar Correa Marotto, um depoimento excepcional e de leitura obrigatória, que o blog edita com prazer pelo seu profundo significado e de real interesse público, agradecendo ao missivista, via e-mail:
"Caro jornalista Moacir Pereira,
como assíduo leitor de sua coluna peço vênia para utilizar este esse espaço democrático a fim de discorrer sobre um assunto bastante comentado ultimamente nos mais diversos canais de comunicação, qual seja, o salário paga ao Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis dos Estados Membros. Para situar melhor seus leitores, gostaria de informar que os profissionais que atuam na Segurança Pública de Santa Catarina trabalham em regime de escala de serviço, tais como: 24x48; 12x24/12x48 , entre outras. Esclarecido esse primeiro ponto passo a discorrer sobre “simplicidade” do nosso serviço diário, para depois deliberar acerca da remuneração do profissional da segurança pública.
Quero dizer que as assertivas aqui apresentadas foram construídas ao longo de 18 anos de serviços prestado a Polícia Militar de Santa Catarina, portanto, são as minhas verdades, as minhas impressões, as minhas vivências, porém revestidas de uma certa propriedade.
Passamos a discorrer sobre a rotina de serviço de um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil quando em escala de serviço, que é bastante simples, como é de conhecimento público:
a) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil toma mais decisões num dia de serviço do que muitos outros profissionais em um ano, e olha que quando as fazemos precisamos analisar em uma fração de trilhonessímo de segundos se ela esta de acordo com os nosso regulamentos disciplinares, com a legislação em vigor, e no caso dos militares, se não contraria o RDPMSC e o CÓDIGO PENAL MILITAR, que aliás prevê pena de morte para o militar em caso de guerra. Não podia ser diferente, nossas decisões impactam diretamente na vida da sociedade em geral.
b) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil quando escalado para o serviço também realiza partos. Isto mesmo, somos especialistas em realizar partos em nossas viaturas, paradas ou em movimento. Somos a ÚNICA CATEGORIA DO MUNDO especialista em auxiliar no trabalho de parto por telefone. Quando uma parturiente esta em trabalho de parto ela não liga para o profissional da saúde que a assiste, ela liga pra onde, para o 190 ou 193. E nos que somos altamente treinados em nossas escolas de formação/aperfeiçoamento entramos em ação. Até hoje temos 100% de êxito. Alguém mais na sociedade é capaz de realizar tal feito? Duvido!
c) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil também é PhD em desobstruir vias respiratórias de recém-nascidos por telefone, muitas e muitas vidas de redém nascidos já foram salvo por nossos Policiais. E não cobramos consultas pelo trabalho realizado.
d) Na nossa rotina de trabalho pegamos em nossas mãos um indefeso cãozinho perdido e a entregamos aquela família angustiada pela sua ausência, como também pegamos em nossas mãos bananas e mais bananas de dinamites que são usadas para o cometimento dos mais diversos crimes.
e) Monitoramos diversas câmeras nos mais distantes rincões do nosso Estado. Onde não existem “heróis”, como no famoso programa.
f) O policial/bombeiro militar e policial civil resolve brigas de casal, atende a chamada de dispare de alarme em estabelecimento bancário, atende a acidente de trânsito, seqüestro, roubo, furto, assassinato, suicídio, assalto, estelionato, embriaguês ao volante, lesões corporais
Temos ainda o trabalho desenvolvido pelas nossas Unidades Especializadas, que não são poucos.
E por aí vão às ações que o Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil realiza, não apenas no seu dia de serviço, com também em seu dia de folga, por DEVER DE OFíCIO.
Salutar lembra que o Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil que atua na ponta não conta com inúmeros assessores para realizarem as atividades para que eles só assinem os papéis depois, ao contrario, o policial que atua na ponta da atividade inicia, da sequência e termina o serviço sozinho, ele e seu companheiro, caso o tenha. No sol, na chuva, no frio ou no calor, pois, no caso específico dos Policiais Militares, para a consecução do nosso serviço estabelecido na Constituição Federal somos proibidos de levar qualquer cidadão para algum local dentro dos nossos Batalhões para realizarmos qualquer procedimento. O que é um absurdo! As outras Polícias realizam seus procedimentos em seções dentro de suas organizações, mas sesquicentenária Policia Militar não pode.
Para o atendimento de ocorrências dependemos da nossa MOBILIDADE, porém mesmo em atendimento de ocorrências somos equiparados a motoristas comuns, pois, somos suscetíveis de receber uma NOTIFICAÇÃO DE TRÂNSITO. Será que alguém já ouviu falar em TEMPO/RESPOSTA no atendimento de ocorrência. Nossos inteligentes e profundos estudiosos do Congresso certamente que não. Quando precisamos atuar com rapidez e agilidade, nos dizem que precisamos estacionar nossas viaturas igualzinho ao turista americano que vai a feira para passar a manhã escolhendo um badulaque para dar de presente a sua amada, que o espera na cama do hotel. Caso contrário somos triturados pela opinião pública.
Enfim, vem o carnaval a quem o Estado recorre......não é ao BEM 10! NEM AOS SUPER AMIGOS, TÃO POUCO AOS HEROIS DO BBB....
Contudo a população catarinense não precisa ficar ficar preocupada, pois nós, Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis trabalhamos com afinco, dedicação, amor, comprometimento, profissionalismo, responsabilidade, competência, honra e transparência no intuito de bem servi-la. Não que outras categorias não ajam assim na consecução de seus serviços.
Pois é desta mesma sociedade que fomos selecionados é nela que vivemos, que vivem nossos filhos, esposas, pais, irmãos, amigos e (des)governantes.
O que nós Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis queremos é que nos remunerem com um SUBSÍDIO ADEQUADO AS COMPLEXIDADES DO NOSSO SERVIÇO. Entendo que é HERESIA dizer que um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil deve perceber subsídio maior do que um Juiz, um Promotor de Justiça, um Deputado Estadual, um Procurador do Estado ou um Conselheiro do Tribunal de Contas. Também entendo que é HERESIA pagar a um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil subsídios menores do que os percebidos por um Juiz, um Promotor de Justiça, um Deputado Estadual, um Procurador do Estado, um Conselheiro do Tribunal de Contas, dado a COMPLEXIDADE DAS NOSSAS RESPONSABILIDADES FUNCIONAIS. Nosso trabalho é tão importante e necessário quanto os demais.
A título de colaborar com o Governo do Estado na solução para a questão salarial dos membros da Segurança Pública do nosso Estado, sugiro que se DIMINUAM OS REPASSES a Assembléia Legislativa, ao Poder Judiciário Estadual e ao Ministério Público Estadual, não que os membros desses Poderes/Órgão não façam jus a uma GRATIFICAÇÃO NATALINA SUBSTANCIAL, que no meu modesto ponto de vista é um verdadeiro soco desferido por um atleta de MMA na cara da população, mas é que POR HORA ESTA FALTANDO DINHEIRO em outras áreas IGUALMENTE IMPORTANTE. Nós Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis não queremos gratificações natalinas gordas, queremos, sim, um SUBSÍDIO ADEQUADO A NOSSA REALIDADE FUNCIONAL.
Agradeço ao amigo Jornalista pelo espaço cedido.
Um tríplice e fraternal abraço.
Omar Correa Marotto
2º Tenente PM."
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/02/19/pm-sc-um-depoimento-imperdivel/?topo=67,2,18,,,67#comments - Acesso em 20/02/2012.
19 de fevereiro de 2012
Do 2o. Tenente da Policia Militar, Omar Correa Marotto, um depoimento excepcional e de leitura obrigatória, que o blog edita com prazer pelo seu profundo significado e de real interesse público, agradecendo ao missivista, via e-mail:
"Caro jornalista Moacir Pereira,
como assíduo leitor de sua coluna peço vênia para utilizar este esse espaço democrático a fim de discorrer sobre um assunto bastante comentado ultimamente nos mais diversos canais de comunicação, qual seja, o salário paga ao Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis dos Estados Membros. Para situar melhor seus leitores, gostaria de informar que os profissionais que atuam na Segurança Pública de Santa Catarina trabalham em regime de escala de serviço, tais como: 24x48; 12x24/12x48 , entre outras. Esclarecido esse primeiro ponto passo a discorrer sobre “simplicidade” do nosso serviço diário, para depois deliberar acerca da remuneração do profissional da segurança pública.
Quero dizer que as assertivas aqui apresentadas foram construídas ao longo de 18 anos de serviços prestado a Polícia Militar de Santa Catarina, portanto, são as minhas verdades, as minhas impressões, as minhas vivências, porém revestidas de uma certa propriedade.
Passamos a discorrer sobre a rotina de serviço de um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil quando em escala de serviço, que é bastante simples, como é de conhecimento público:
a) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil toma mais decisões num dia de serviço do que muitos outros profissionais em um ano, e olha que quando as fazemos precisamos analisar em uma fração de trilhonessímo de segundos se ela esta de acordo com os nosso regulamentos disciplinares, com a legislação em vigor, e no caso dos militares, se não contraria o RDPMSC e o CÓDIGO PENAL MILITAR, que aliás prevê pena de morte para o militar em caso de guerra. Não podia ser diferente, nossas decisões impactam diretamente na vida da sociedade em geral.
b) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil quando escalado para o serviço também realiza partos. Isto mesmo, somos especialistas em realizar partos em nossas viaturas, paradas ou em movimento. Somos a ÚNICA CATEGORIA DO MUNDO especialista em auxiliar no trabalho de parto por telefone. Quando uma parturiente esta em trabalho de parto ela não liga para o profissional da saúde que a assiste, ela liga pra onde, para o 190 ou 193. E nos que somos altamente treinados em nossas escolas de formação/aperfeiçoamento entramos em ação. Até hoje temos 100% de êxito. Alguém mais na sociedade é capaz de realizar tal feito? Duvido!
c) O Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil também é PhD em desobstruir vias respiratórias de recém-nascidos por telefone, muitas e muitas vidas de redém nascidos já foram salvo por nossos Policiais. E não cobramos consultas pelo trabalho realizado.
d) Na nossa rotina de trabalho pegamos em nossas mãos um indefeso cãozinho perdido e a entregamos aquela família angustiada pela sua ausência, como também pegamos em nossas mãos bananas e mais bananas de dinamites que são usadas para o cometimento dos mais diversos crimes.
e) Monitoramos diversas câmeras nos mais distantes rincões do nosso Estado. Onde não existem “heróis”, como no famoso programa.
f) O policial/bombeiro militar e policial civil resolve brigas de casal, atende a chamada de dispare de alarme em estabelecimento bancário, atende a acidente de trânsito, seqüestro, roubo, furto, assassinato, suicídio, assalto, estelionato, embriaguês ao volante, lesões corporais
Temos ainda o trabalho desenvolvido pelas nossas Unidades Especializadas, que não são poucos.
E por aí vão às ações que o Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil realiza, não apenas no seu dia de serviço, com também em seu dia de folga, por DEVER DE OFíCIO.
Salutar lembra que o Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil que atua na ponta não conta com inúmeros assessores para realizarem as atividades para que eles só assinem os papéis depois, ao contrario, o policial que atua na ponta da atividade inicia, da sequência e termina o serviço sozinho, ele e seu companheiro, caso o tenha. No sol, na chuva, no frio ou no calor, pois, no caso específico dos Policiais Militares, para a consecução do nosso serviço estabelecido na Constituição Federal somos proibidos de levar qualquer cidadão para algum local dentro dos nossos Batalhões para realizarmos qualquer procedimento. O que é um absurdo! As outras Polícias realizam seus procedimentos em seções dentro de suas organizações, mas sesquicentenária Policia Militar não pode.
Para o atendimento de ocorrências dependemos da nossa MOBILIDADE, porém mesmo em atendimento de ocorrências somos equiparados a motoristas comuns, pois, somos suscetíveis de receber uma NOTIFICAÇÃO DE TRÂNSITO. Será que alguém já ouviu falar em TEMPO/RESPOSTA no atendimento de ocorrência. Nossos inteligentes e profundos estudiosos do Congresso certamente que não. Quando precisamos atuar com rapidez e agilidade, nos dizem que precisamos estacionar nossas viaturas igualzinho ao turista americano que vai a feira para passar a manhã escolhendo um badulaque para dar de presente a sua amada, que o espera na cama do hotel. Caso contrário somos triturados pela opinião pública.
Enfim, vem o carnaval a quem o Estado recorre......não é ao BEM 10! NEM AOS SUPER AMIGOS, TÃO POUCO AOS HEROIS DO BBB....
Contudo a população catarinense não precisa ficar ficar preocupada, pois nós, Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis trabalhamos com afinco, dedicação, amor, comprometimento, profissionalismo, responsabilidade, competência, honra e transparência no intuito de bem servi-la. Não que outras categorias não ajam assim na consecução de seus serviços.
Pois é desta mesma sociedade que fomos selecionados é nela que vivemos, que vivem nossos filhos, esposas, pais, irmãos, amigos e (des)governantes.
O que nós Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis queremos é que nos remunerem com um SUBSÍDIO ADEQUADO AS COMPLEXIDADES DO NOSSO SERVIÇO. Entendo que é HERESIA dizer que um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil deve perceber subsídio maior do que um Juiz, um Promotor de Justiça, um Deputado Estadual, um Procurador do Estado ou um Conselheiro do Tribunal de Contas. Também entendo que é HERESIA pagar a um Policial/Bombeiro Militar e Policial Civil subsídios menores do que os percebidos por um Juiz, um Promotor de Justiça, um Deputado Estadual, um Procurador do Estado, um Conselheiro do Tribunal de Contas, dado a COMPLEXIDADE DAS NOSSAS RESPONSABILIDADES FUNCIONAIS. Nosso trabalho é tão importante e necessário quanto os demais.
A título de colaborar com o Governo do Estado na solução para a questão salarial dos membros da Segurança Pública do nosso Estado, sugiro que se DIMINUAM OS REPASSES a Assembléia Legislativa, ao Poder Judiciário Estadual e ao Ministério Público Estadual, não que os membros desses Poderes/Órgão não façam jus a uma GRATIFICAÇÃO NATALINA SUBSTANCIAL, que no meu modesto ponto de vista é um verdadeiro soco desferido por um atleta de MMA na cara da população, mas é que POR HORA ESTA FALTANDO DINHEIRO em outras áreas IGUALMENTE IMPORTANTE. Nós Policiais/Bombeiros Militares e Policiais Civis não queremos gratificações natalinas gordas, queremos, sim, um SUBSÍDIO ADEQUADO A NOSSA REALIDADE FUNCIONAL.
Agradeço ao amigo Jornalista pelo espaço cedido.
Um tríplice e fraternal abraço.
Omar Correa Marotto
2º Tenente PM."
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/02/19/pm-sc-um-depoimento-imperdivel/?topo=67,2,18,,,67#comments - Acesso em 20/02/2012.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Procuradoria reconhece direito a aposentadoria especial do magistério
Procuradoria reconhece direito a aposentadoria especial do magistério
17 de fevereiro de 2012
A Diretoria do Sinte está distribuindo comunicado, subscrito pela presidente Alvete Bedin e pelos advogados do Sindicato, nota intitulada "DEPOIS DE CENTENAS DE DECISÕES FAVORÁVEIS AO SINTE/SC PGE/SC RECONHECE O
DIREITO À APOSENTADORIA ESPECIAL DA LEI FEDERAL N. 11.301/06". Seu conteúdo:
"Florianópolis, 17 de fevereiro de 2012.
Prezados Companheiros do Magistério Público Estadual,
Conforme indicação da Diretoria Executiva do SINTE/SC, ante a decisão do último Conselho Deliberativo do SINTE/SC (ocorrido nos dias 10 e 11/02/2012), a Assessoria Jurídica do SINTE/SC (CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS) vem a público prestar esclarecimentos à categoria, acerca da Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012, que impõe aos órgãos da Administração Especial que passem a contar, para fins de aposentadoria especial, o tempo de contribuição durante os afastamentos dos membros do Magistério Estadual, tanto em funções comissionais como nas readaptações, com amparo na Lei Federal n. 11.301/06 e no reiterado entendimento dos tribunais.
Vale, desde já, esclarecer e ressaltar que o reconhecimento da aposentadoria especial aos professores readaptados é fruto de uma luta histórica do SINTE/SC, que há anos vem obtendo reiteradas vitórias judiciais e garantindo a manutenção da aposentadoria especial (com redução de 05 anos de idade e contribuição), mesmo naqueles casos de afastamentos por
readaptação, bem como nos casos de exercício de funções gratificadas dentro da unidade escolar.
Apenas para recordar, em outubro de 2008, o STF entendeu como constitucional a Lei n. 11.301/06 (que estende o direito à aposentadoria especial para todos os professores, ainda que afastados de sala de aula), afastando apenas a sua aplicação aos especialistas. Portanto, independentemente da atividade exclusiva em sala de aula, todos os professores têm direito à aposentadoria especial, contando os períodos de afastamento para todos os cargos em comissão vinculados à direção de escola, secretaria de escola, apoio pedagógico em geral, licenças de saúde e readaptações.
A Assessoria Jurídica do SINTE/SC já ingressou com centenas de ações judiciais e vem sendo vencedora na integralidade dos casos, com a contagem daqueles períodos de afastamento para fins de aposentadoria especial.
É necessário esclarecer que, para aqueles casos em que a Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012, conforme o seu Anexo II, relacionados aos cargos e funções de Secretaria de Escola e Responsável por Secretaria de
Escola, o SINTE/SC vem obtendo reiteradas vitórias judiciais também para tais situações e continuará a encaminhar as ações judiciais para todos os professores interessados.
A única ressalva que permanece é para o caso dos especialistas, que infelizmente foram alijados do direito à aposentadoria especial pela decisão do STF em outubro de 2008.
Da mesma forma, e isso é de enorme importância, ainda não se tem informações oficiais sobre a aplicação da Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012 pelo IPREV, no sentido de revisar todas as aposentadorias dos professores ocorridas depois do advento da Lei Federal n. 11.301/06.
No entendimento da Assessoria Jurídica da SINTE/SC, todos os professores que foram aposentados após maio de 2006 (advento da Lei Federal n. 11.301/06) têm direito à revisão de proventos, já que a SED não vinha
considerando para a aposentadoria especial os períodos de afastamento para cargos em comissão vinculados à direção de escola, secretaria de escola, apoio pedagógico em geral, licenças de saúde e readaptações. Assim, os professores aposentados fazem jus à revisão dos proventos, do abono de permanência e do adicional de permanência.
Não havendo a implementação administrativa de tais direito pelo IPREV, o SINTE/SC ingressará com Ação Coletiva visando assegurar mais esse direito a todos os servidores que façam jus ao benefício legal.
Por fim, normalmente essas situações têm acarretado o atraso e a injustificada demora nas aposentadorias dos professores. Isso, inclusive, é bastante comum, com processo de aposentadoria se arrastando por vários meses, até que seja efetivamente expedida a portaria de inativação. Mas esse prazo não pode ultrapassar 60 dias. Por isso, há a possibilidade de exigir uma indenização correspondente aos valores mensais da remuneração bruta do
professor, quando a demora decorra de culpa do Estado (mais de 60 dias).
Por isso, e para buscar seus direitos via ação judicial, os associados prejudicados pelo atraso na aposentadoria (mais de 60 dias, desde o pedido), pela não concessão de abono de permanência e adicional de permanência e pela não revisão de seus proventos, devem encaminhar ao SINTE/SC os seguintes documentos: 02 procurações; 02 pedidos de assistência Judiciária; ficha financeira (desde 2007); cópia da portaria de aposentadoria; ficha funcional completa; cópia integral do processo de aposentadoria e de abono e adicional de permanência (sendo o caso). Não sendo possível a cópia do processo de aposentadoria, deve-se encaminhar a cópia da tramitação do processo junto a SED/SC e ao IPREV.
Esperando ter contribuído com os esclarecimentos acerca das questões relacionadas à aposentadoria especial no Magistério Público Estadual, reiteramos que uma categoria forte é construída por meio da luta na defesa de seus direitos! E a Assessoria Jurídica do SINTE procura estar sempre firme e atuante no amparo jurídico da categoria nessa luta. Reiteramos votos de consideração e apreço.
ALVETE PASIN BEDIN
COORDENADORA ESTADUAL
ALDOIR JOSÉ KRAEMER
SECRETÁRIO DE ASSUNTOS JURÍDICOS E TRABALHISTAS
JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM
CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS
ASSESSORIA JURÍDICA DO SINTE/SC
MARCOS ROGÉRIO PALMEIRA
CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS
ASSESSORIA JURÍDICA DO SINTE/SC ."
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/02/17/procuradoria-reconhece-direito-a-aposentadoria-especial-do-magisterio/?topo=67,2,18,,,67#respond -Acesso em 17/02/2012.
17 de fevereiro de 2012
A Diretoria do Sinte está distribuindo comunicado, subscrito pela presidente Alvete Bedin e pelos advogados do Sindicato, nota intitulada "DEPOIS DE CENTENAS DE DECISÕES FAVORÁVEIS AO SINTE/SC PGE/SC RECONHECE O
DIREITO À APOSENTADORIA ESPECIAL DA LEI FEDERAL N. 11.301/06". Seu conteúdo:
"Florianópolis, 17 de fevereiro de 2012.
Prezados Companheiros do Magistério Público Estadual,
Conforme indicação da Diretoria Executiva do SINTE/SC, ante a decisão do último Conselho Deliberativo do SINTE/SC (ocorrido nos dias 10 e 11/02/2012), a Assessoria Jurídica do SINTE/SC (CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS) vem a público prestar esclarecimentos à categoria, acerca da Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012, que impõe aos órgãos da Administração Especial que passem a contar, para fins de aposentadoria especial, o tempo de contribuição durante os afastamentos dos membros do Magistério Estadual, tanto em funções comissionais como nas readaptações, com amparo na Lei Federal n. 11.301/06 e no reiterado entendimento dos tribunais.
Vale, desde já, esclarecer e ressaltar que o reconhecimento da aposentadoria especial aos professores readaptados é fruto de uma luta histórica do SINTE/SC, que há anos vem obtendo reiteradas vitórias judiciais e garantindo a manutenção da aposentadoria especial (com redução de 05 anos de idade e contribuição), mesmo naqueles casos de afastamentos por
readaptação, bem como nos casos de exercício de funções gratificadas dentro da unidade escolar.
Apenas para recordar, em outubro de 2008, o STF entendeu como constitucional a Lei n. 11.301/06 (que estende o direito à aposentadoria especial para todos os professores, ainda que afastados de sala de aula), afastando apenas a sua aplicação aos especialistas. Portanto, independentemente da atividade exclusiva em sala de aula, todos os professores têm direito à aposentadoria especial, contando os períodos de afastamento para todos os cargos em comissão vinculados à direção de escola, secretaria de escola, apoio pedagógico em geral, licenças de saúde e readaptações.
A Assessoria Jurídica do SINTE/SC já ingressou com centenas de ações judiciais e vem sendo vencedora na integralidade dos casos, com a contagem daqueles períodos de afastamento para fins de aposentadoria especial.
É necessário esclarecer que, para aqueles casos em que a Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012, conforme o seu Anexo II, relacionados aos cargos e funções de Secretaria de Escola e Responsável por Secretaria de
Escola, o SINTE/SC vem obtendo reiteradas vitórias judiciais também para tais situações e continuará a encaminhar as ações judiciais para todos os professores interessados.
A única ressalva que permanece é para o caso dos especialistas, que infelizmente foram alijados do direito à aposentadoria especial pela decisão do STF em outubro de 2008.
Da mesma forma, e isso é de enorme importância, ainda não se tem informações oficiais sobre a aplicação da Determinação de Providência (DPRO/PGE/SC) n. 001/2012 pelo IPREV, no sentido de revisar todas as aposentadorias dos professores ocorridas depois do advento da Lei Federal n. 11.301/06.
No entendimento da Assessoria Jurídica da SINTE/SC, todos os professores que foram aposentados após maio de 2006 (advento da Lei Federal n. 11.301/06) têm direito à revisão de proventos, já que a SED não vinha
considerando para a aposentadoria especial os períodos de afastamento para cargos em comissão vinculados à direção de escola, secretaria de escola, apoio pedagógico em geral, licenças de saúde e readaptações. Assim, os professores aposentados fazem jus à revisão dos proventos, do abono de permanência e do adicional de permanência.
Não havendo a implementação administrativa de tais direito pelo IPREV, o SINTE/SC ingressará com Ação Coletiva visando assegurar mais esse direito a todos os servidores que façam jus ao benefício legal.
Por fim, normalmente essas situações têm acarretado o atraso e a injustificada demora nas aposentadorias dos professores. Isso, inclusive, é bastante comum, com processo de aposentadoria se arrastando por vários meses, até que seja efetivamente expedida a portaria de inativação. Mas esse prazo não pode ultrapassar 60 dias. Por isso, há a possibilidade de exigir uma indenização correspondente aos valores mensais da remuneração bruta do
professor, quando a demora decorra de culpa do Estado (mais de 60 dias).
Por isso, e para buscar seus direitos via ação judicial, os associados prejudicados pelo atraso na aposentadoria (mais de 60 dias, desde o pedido), pela não concessão de abono de permanência e adicional de permanência e pela não revisão de seus proventos, devem encaminhar ao SINTE/SC os seguintes documentos: 02 procurações; 02 pedidos de assistência Judiciária; ficha financeira (desde 2007); cópia da portaria de aposentadoria; ficha funcional completa; cópia integral do processo de aposentadoria e de abono e adicional de permanência (sendo o caso). Não sendo possível a cópia do processo de aposentadoria, deve-se encaminhar a cópia da tramitação do processo junto a SED/SC e ao IPREV.
Esperando ter contribuído com os esclarecimentos acerca das questões relacionadas à aposentadoria especial no Magistério Público Estadual, reiteramos que uma categoria forte é construída por meio da luta na defesa de seus direitos! E a Assessoria Jurídica do SINTE procura estar sempre firme e atuante no amparo jurídico da categoria nessa luta. Reiteramos votos de consideração e apreço.
ALVETE PASIN BEDIN
COORDENADORA ESTADUAL
ALDOIR JOSÉ KRAEMER
SECRETÁRIO DE ASSUNTOS JURÍDICOS E TRABALHISTAS
JOSÉ SÉRGIO DA SILVA CRISTÓVAM
CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS
ASSESSORIA JURÍDICA DO SINTE/SC
MARCOS ROGÉRIO PALMEIRA
CRISTÓVAM & PALMEIRA ADVOGADOS ASSOCIADOS
ASSESSORIA JURÍDICA DO SINTE/SC ."
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/02/17/procuradoria-reconhece-direito-a-aposentadoria-especial-do-magisterio/?topo=67,2,18,,,67#respond -Acesso em 17/02/2012.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Técnico vai assumir Secretaria da Educação
Técnico vai assumir Secretaria da Educação
28 de janeiro de 2012
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Secretário da Educação, deputado Marco Tebaldi, está reunindo familiares, amigos e correligionários neste sábado em Itapema para comemorar mais um aniversário. Esteve conversando na Casa da AGronômica com o governador Raimundo Colombo. Foi convidado a ocupar outro cargo no primeiro escalão. Anunciou que prefere assumir cadeira na Câmara Federal. Depois do carnaval deixa a pasta. Assumirá um técnico em seu lugar, segundo fontes do Centro Administrativo. Matéria especial do DC deste domingo traz outras informações.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 28/01/2012.
28 de janeiro de 2012
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Secretário da Educação, deputado Marco Tebaldi, está reunindo familiares, amigos e correligionários neste sábado em Itapema para comemorar mais um aniversário. Esteve conversando na Casa da AGronômica com o governador Raimundo Colombo. Foi convidado a ocupar outro cargo no primeiro escalão. Anunciou que prefere assumir cadeira na Câmara Federal. Depois do carnaval deixa a pasta. Assumirá um técnico em seu lugar, segundo fontes do Centro Administrativo. Matéria especial do DC deste domingo traz outras informações.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 28/01/2012.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Prefeita Marlene Kayser É Forçada A Se Desfiliar Do PP Acordo político teria levado a desfiliar-se de seu partido
Exclusivo: Prefeita Marlene Kayser É Forçada A Se Desfiliar Do PP
Acordo político teria levado a desfiliar-se de seu partido!
Em uma reunião secreta na noite desta última quarta-feira (25) com a Câmara de Vereadores de São Joaquim a prefeita Marlene Kayser teria sido forçada a deixar o seu partido.
segundo informações vazadas pela Câmara, havia um acordo entre os vereadores ao qual negociavam a cassação de José Nérito de Souza.
Para que Nérito fosse cassado era necessário:
- O PP não poderia lançar candidato a Prefeito
- Marlene Kayser não poderia novamente ser candidata
A confirmação veio através de Nestor Chiodelli que garantiu que Marlene não era candidata a nada, porém a palavra de Nestor Chiodelli não foi suficiente para os vereadores que, ainda por cima, exigiram a desfiliação de Marlene Kayser sob pena de votarem novamente a favor de José Nérito de Souza.
Sendo assim, a prefeita Marlene Kayser da Rosa não viu outra solução a não ser desfiliar-se de seu partido o PP para comprovar aos vereadores que não seria mais candidata a nada conforme o acordo político.
Segundo o informante da Câmara, o vereador Joaquim Costa Borges Jr. (Guga) teria sido uma das peças chaves de sua desfiliação.
http://saojoaquimonline.com.br/26/01/2012/exclusivo-prefeita-marlene-kayser-e-forcada-a-se-desfiliar-do-pp/ - Acesso em 26/01/2012.
Acordo político teria levado a desfiliar-se de seu partido!
Em uma reunião secreta na noite desta última quarta-feira (25) com a Câmara de Vereadores de São Joaquim a prefeita Marlene Kayser teria sido forçada a deixar o seu partido.
segundo informações vazadas pela Câmara, havia um acordo entre os vereadores ao qual negociavam a cassação de José Nérito de Souza.
Para que Nérito fosse cassado era necessário:
- O PP não poderia lançar candidato a Prefeito
- Marlene Kayser não poderia novamente ser candidata
A confirmação veio através de Nestor Chiodelli que garantiu que Marlene não era candidata a nada, porém a palavra de Nestor Chiodelli não foi suficiente para os vereadores que, ainda por cima, exigiram a desfiliação de Marlene Kayser sob pena de votarem novamente a favor de José Nérito de Souza.
Sendo assim, a prefeita Marlene Kayser da Rosa não viu outra solução a não ser desfiliar-se de seu partido o PP para comprovar aos vereadores que não seria mais candidata a nada conforme o acordo político.
Segundo o informante da Câmara, o vereador Joaquim Costa Borges Jr. (Guga) teria sido uma das peças chaves de sua desfiliação.
http://saojoaquimonline.com.br/26/01/2012/exclusivo-prefeita-marlene-kayser-e-forcada-a-se-desfiliar-do-pp/ - Acesso em 26/01/2012.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Novo piso dos professores: a preocupação maior do governo
Novo piso dos professores: a preocupação maior do governo
10 de janeiro de 2012
No relato que fez ao governador Raimundo Colombo, logo após seu desembarque em Florianópolis, o vice Eduardo Pinho Moreira, destacou os danos com a estiagem no oeste, a mobilização para blindar Santa Catarina do foco de febre aftosa no Paraguai e da solidariedade catarinense aos desabrigados nas enchentes em Minas Gerais.
Maior preocupação, contudo, ficou com o índice de reajuste do piso salarial dos professores, fixados pelo MEC, em torno de 22%.
Moreira propôs reunião com outros governadores, incluindo aqueles que até agora não pagaram o piso.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/01/10/novo-piso-dos-professores-a-preocupacao-maior-do-governo/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 11/01/2012.
10 de janeiro de 2012
No relato que fez ao governador Raimundo Colombo, logo após seu desembarque em Florianópolis, o vice Eduardo Pinho Moreira, destacou os danos com a estiagem no oeste, a mobilização para blindar Santa Catarina do foco de febre aftosa no Paraguai e da solidariedade catarinense aos desabrigados nas enchentes em Minas Gerais.
Maior preocupação, contudo, ficou com o índice de reajuste do piso salarial dos professores, fixados pelo MEC, em torno de 22%.
Moreira propôs reunião com outros governadores, incluindo aqueles que até agora não pagaram o piso.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2012/01/10/novo-piso-dos-professores-a-preocupacao-maior-do-governo/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 11/01/2012.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
XIII FECANP foi um sucesso em Urupema
XIII FECANP foi um sucesso em Urupema
O XIII FECANP – Festival da Canção Popular de Urupema – aconteceu no último sábado, dia 26, no Salão de Festas com um público de aproximadamente 600 pessoas. O evento é realizado anualmente, desde 1998 com o objetivo de resgatar os valores culturais da região e proporcionar a descoberta de novos talentos.
Esta edição aconteceu numa parceria com a 8ª série I e II e o Terceirão da EEB. Manoel Pereira de Medeiros, sob a coordenação dos Professores José Wilson do Prado e Joel Carvalho Velho com apoio Prefeitura Municipal de Urupema.
No total subiram ao palco 38 intérpretes sendo 17 apresentações na categoria Infantil, 2 na juvenil e 19 na adulta e teve a participação de pessoas de vários municípios além de Urupema, como Curitibanos, Lages e São Joaquim. Após o festival a animação ficou por conta do grupo musical ART 10, de Lages.
Na avaliação do professor José Wilson do Prado, o evento foi um sucesso, “Com certeza um dos maiores que já realizamos, e o nível dos candidatos mais elevado em comparação aos anos anteriores. A participação da comunidade e de pessoas de municípios vizinhos foi fundamental para a grandiosidade do evento, assim como o apoio da Prefeitura Municipal, pois com isso conseguimos aumentar a premiação e conseqüentemente o número de inscrições”, concluiu.
Obs.: O evento contou com a cobertura do Grupo SCC e as imagens serão exibidas no Programa Oh de Casa no próximo domingo, a partir das 10h.
http://saojoaquimonline.com.br/xiii-fecanp-foi-um-sucesso-em-urupema - Acesso em 30/11/2011.
O XIII FECANP – Festival da Canção Popular de Urupema – aconteceu no último sábado, dia 26, no Salão de Festas com um público de aproximadamente 600 pessoas. O evento é realizado anualmente, desde 1998 com o objetivo de resgatar os valores culturais da região e proporcionar a descoberta de novos talentos.
Esta edição aconteceu numa parceria com a 8ª série I e II e o Terceirão da EEB. Manoel Pereira de Medeiros, sob a coordenação dos Professores José Wilson do Prado e Joel Carvalho Velho com apoio Prefeitura Municipal de Urupema.
No total subiram ao palco 38 intérpretes sendo 17 apresentações na categoria Infantil, 2 na juvenil e 19 na adulta e teve a participação de pessoas de vários municípios além de Urupema, como Curitibanos, Lages e São Joaquim. Após o festival a animação ficou por conta do grupo musical ART 10, de Lages.
Na avaliação do professor José Wilson do Prado, o evento foi um sucesso, “Com certeza um dos maiores que já realizamos, e o nível dos candidatos mais elevado em comparação aos anos anteriores. A participação da comunidade e de pessoas de municípios vizinhos foi fundamental para a grandiosidade do evento, assim como o apoio da Prefeitura Municipal, pois com isso conseguimos aumentar a premiação e conseqüentemente o número de inscrições”, concluiu.
Obs.: O evento contou com a cobertura do Grupo SCC e as imagens serão exibidas no Programa Oh de Casa no próximo domingo, a partir das 10h.
http://saojoaquimonline.com.br/xiii-fecanp-foi-um-sucesso-em-urupema - Acesso em 30/11/2011.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
XIII FECANP - FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR
O Festival da Canção Popular de Urupema – FECANP teve início em 1998, com o Grupo de Jovens JOLISC. Sob coordenação do Professor Joel de Carvalho Velho, teve edições em 1998, 1999, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010, sempre resgatando os valores musicais da nossa região. A edição 2011 acontecerá numa parceria com a 8ª SÉRIE I e II e o TERCEIRÃO da EEB. Manoel Pereira de Medeiros, sob coordenação do Professor José Wilson do Prado e do Professor Joel de Carvalho Velho e promovido pela PREFEITURA MUNICIPAL DE URUPEMA.
O evento acontecerá dia 26 de novembro de 2011, com ensaios a partir das 14h e o Festival a partir das 20h, no Salão de Festas de Urupema/SC e terá animação do Grupo Musical ART 10 de Lages.
Convidamos você a participar do nosso evento, contribuindo para o engrandecimento da cultura da Serra Catarinense. Este é com certeza o maior evento de músicos amadores da Serra Catarinense.
Contamos com sua presença!!!
Comissão Organizadora do XIII FECANP
Informações: (49) 3236-1247 (escola) 3236-1356 (casa) e 9116-1227 (Zé Wilson)
E-mail: wilsonprado13@yahoo.com.br
Professor José Wilson do Prado
Professor Joel de Carvalho Velho
PREFEITURA MUNICIPAL DE URUPEMA
REGULAMENTO XIII FECANP - XII FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR
Art. 1 - O XIII FECANP será apresentado nos seguintes Gêneros Musicais: Popular, Sertanejo, Gaúcho (não serão aceitas músicas em língua estrangeira).
Art. 2 - O XIII FECANP será apresentado em Três Categorias: Individual/Dupla Adulto, Individual/Dupla Juvenil (de 14 a 16 anos) e Individual/Dupla Infantil (até 14 anos).
Art. 3 - Não poderão participar candidatos profissionais.
Art. 4 - Só poderão ser interpretadas músicas já gravadas por cantores e compositores dos gêneros mencionados no Art. 01.
Art. 5 - Poderão participar representantes de outros municípios e estados.
Art. 6 - Das inscrições: As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail wilsonprado13@yahoo.com.br ou telefone (049) 3236-1247, 3236-1356 ou 9116-1227 até o dia 26/11/2011.
Art. 7 - Deverão ser entregues até dia 26/11/2011, às 17h, no Salão de Festas de Urupema, as inscrições para participar do XIII FECANP.
CONSIDERAÇÕES I – Disposições Gerais
01 – No sábado dia 26/11/2011 a partir das 14h o GRUPO MUSICAL ART 10, estará à disposição dos inscritos para ensaios.
02 – Os inscritos poderão se apresentar no dia do Festival acompanhados somente de 1(um) instrumento musical (tocado por si próprio ou terceiro) e/ou pelo GRUPO MUSICAL ART 10.
03 – O início do XIII FECANP será às 20h do dia 26/11/2011, no Salão Paroquial de Urupema, Santa Catarina.
04 – Serão julgados os seguintes aspectos (quesitos) musicais: interpretação, ritmo, entonação, dicção, postura em palco, vestuário de acordo com a interpretação.
05 – Não será cobrada TAXA DE INSCRIÇÃO para participar do XIII FECANP.
06 – Os candidatos poderão inscrever-se somente uma vez, com uma única música.
Obs: Em caso de empate será repetida a participação.
CONSIDERAÇÕES II – Dos Jurados
01 – Não poderão ter grau de parentesco com os candidatos.
02 – Serão conhecedores dos gêneros musicais e contratados especialmente para o evento.
03 – Serão escolhidos pela Comissão Organizadora do Evento.
CONSIDERAÇÕES III – Das premiações
01 – Serão premiados com CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO, TROFÉU XIII FECANP e DINHEIRO os três primeiros colocados em cada.
Categoria Adulto
1º Lugar – R$ 500,00 (Quinhentos reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 250,00 (Duzentos e cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
Categoria Juvenil
1º Lugar – R$ 100,00 (Cem reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 70,00 (Setenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 50,00 (Cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
Categoria Infantil
1º Lugar – R$ 100,00 (Cem reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 50,00 (Cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 30,00 (Trinta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
CONSIDERAÇÕES FINAIS
01 – O XIII FECANP será realizado no Salão Paroquial de Urupema, Santa Catarina e terá acompanhamento do GRUPO MUSICAL ART 10 de Lages(SC), no festival e no baile.
02 – Quem participar do festival está de acordo com o regulamento e se responsabiliza por qualquer irregularidade de sua parte.
03 – A Promoção do XIII FECANP é de responsabilidade da 8ª SÉRIE I e II e do TERCEIRÃO 2011 da EEB. Manoel Pereira de Medeiros de Urupema (SC), Professor José Wilson do Prado e Professor Joel de Carvalho Velho e da Prefeitura Municipal de Urupema.
Obs.: Os casos descritos e os omissos neste regulamento serão respondidos pela Comissão Organizadora do Evento.
FICHA DE INSCRIÇÃO XIII FECANP - FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR
Nome 1: ........................................................................................
Nome 2: ........................................................................................
Sexo Intérprete 1: ( ) M ( ) F Sexo Intérprete 2: ( ) M ( ) F
Música: ........................................................................................
Intérprete: ....................................................................................
Gênero: ........................................................................................
Já participou de outros festivais? ( ) Sim ( ) Não
Fone: ( ) ..................................................................................
E-maill: .......................................................................................
O evento acontecerá dia 26 de novembro de 2011, com ensaios a partir das 14h e o Festival a partir das 20h, no Salão de Festas de Urupema/SC e terá animação do Grupo Musical ART 10 de Lages.
Convidamos você a participar do nosso evento, contribuindo para o engrandecimento da cultura da Serra Catarinense. Este é com certeza o maior evento de músicos amadores da Serra Catarinense.
Contamos com sua presença!!!
Comissão Organizadora do XIII FECANP
Informações: (49) 3236-1247 (escola) 3236-1356 (casa) e 9116-1227 (Zé Wilson)
E-mail: wilsonprado13@yahoo.com.br
Professor José Wilson do Prado
Professor Joel de Carvalho Velho
PREFEITURA MUNICIPAL DE URUPEMA
REGULAMENTO XIII FECANP - XII FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR
Art. 1 - O XIII FECANP será apresentado nos seguintes Gêneros Musicais: Popular, Sertanejo, Gaúcho (não serão aceitas músicas em língua estrangeira).
Art. 2 - O XIII FECANP será apresentado em Três Categorias: Individual/Dupla Adulto, Individual/Dupla Juvenil (de 14 a 16 anos) e Individual/Dupla Infantil (até 14 anos).
Art. 3 - Não poderão participar candidatos profissionais.
Art. 4 - Só poderão ser interpretadas músicas já gravadas por cantores e compositores dos gêneros mencionados no Art. 01.
Art. 5 - Poderão participar representantes de outros municípios e estados.
Art. 6 - Das inscrições: As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail wilsonprado13@yahoo.com.br ou telefone (049) 3236-1247, 3236-1356 ou 9116-1227 até o dia 26/11/2011.
Art. 7 - Deverão ser entregues até dia 26/11/2011, às 17h, no Salão de Festas de Urupema, as inscrições para participar do XIII FECANP.
CONSIDERAÇÕES I – Disposições Gerais
01 – No sábado dia 26/11/2011 a partir das 14h o GRUPO MUSICAL ART 10, estará à disposição dos inscritos para ensaios.
02 – Os inscritos poderão se apresentar no dia do Festival acompanhados somente de 1(um) instrumento musical (tocado por si próprio ou terceiro) e/ou pelo GRUPO MUSICAL ART 10.
03 – O início do XIII FECANP será às 20h do dia 26/11/2011, no Salão Paroquial de Urupema, Santa Catarina.
04 – Serão julgados os seguintes aspectos (quesitos) musicais: interpretação, ritmo, entonação, dicção, postura em palco, vestuário de acordo com a interpretação.
05 – Não será cobrada TAXA DE INSCRIÇÃO para participar do XIII FECANP.
06 – Os candidatos poderão inscrever-se somente uma vez, com uma única música.
Obs: Em caso de empate será repetida a participação.
CONSIDERAÇÕES II – Dos Jurados
01 – Não poderão ter grau de parentesco com os candidatos.
02 – Serão conhecedores dos gêneros musicais e contratados especialmente para o evento.
03 – Serão escolhidos pela Comissão Organizadora do Evento.
CONSIDERAÇÕES III – Das premiações
01 – Serão premiados com CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO, TROFÉU XIII FECANP e DINHEIRO os três primeiros colocados em cada.
Categoria Adulto
1º Lugar – R$ 500,00 (Quinhentos reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 250,00 (Duzentos e cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 150,00 (Cento e cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
Categoria Juvenil
1º Lugar – R$ 100,00 (Cem reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 70,00 (Setenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 50,00 (Cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
Categoria Infantil
1º Lugar – R$ 100,00 (Cem reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
2º Lugar – R$ 50,00 (Cinquenta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
3º Lugar – R$ 30,00 (Trinta reais) + TROFÉU XIII FECANP + Certificado de participação
CONSIDERAÇÕES FINAIS
01 – O XIII FECANP será realizado no Salão Paroquial de Urupema, Santa Catarina e terá acompanhamento do GRUPO MUSICAL ART 10 de Lages(SC), no festival e no baile.
02 – Quem participar do festival está de acordo com o regulamento e se responsabiliza por qualquer irregularidade de sua parte.
03 – A Promoção do XIII FECANP é de responsabilidade da 8ª SÉRIE I e II e do TERCEIRÃO 2011 da EEB. Manoel Pereira de Medeiros de Urupema (SC), Professor José Wilson do Prado e Professor Joel de Carvalho Velho e da Prefeitura Municipal de Urupema.
Obs.: Os casos descritos e os omissos neste regulamento serão respondidos pela Comissão Organizadora do Evento.
FICHA DE INSCRIÇÃO XIII FECANP - FESTIVAL DA CANÇÃO POPULAR
Nome 1: ........................................................................................
Nome 2: ........................................................................................
Sexo Intérprete 1: ( ) M ( ) F Sexo Intérprete 2: ( ) M ( ) F
Música: ........................................................................................
Intérprete: ....................................................................................
Gênero: ........................................................................................
Já participou de outros festivais? ( ) Sim ( ) Não
Fone: ( ) ..................................................................................
E-maill: .......................................................................................
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Trabalhos realizados pelo 1º ANO 1, da EEB. Manoel Pereira de Medeiros, de Urupema, SC, sob orientação do Professor José Wilson do Prado, sobre o tema Desenvolvimento e sustentabilidade.
DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO SERRANA
A serra catarinense é a região mais pobre do estado de Santa Catarina. Embora não percebendo os erros diante dos nossos olhos, podemos perceber que a realidade é bem diferente do que imaginamos ou queríamos.
Estamos vivendo na época da ciência, tecnologia, dos robôs, dos computadores, das máquinas substituindo a força de trabalho humana em muitas atividades. As regiões mais bem preparadas para se desenvolver são aqueles que investiram ou investem na educação de sua população, base da formação de mão de obra qualificada (mas dependem de ter universidades que dão acesso para pessoas mais pobres).
Onde está o erro? Nos políticos? Ou na população que os coloca no poder? Há várias respostas que conseguimos obter através de questionamentos. As mudanças terão que começar pelos eleitores, optando pelo melhor candidato que mude realmente a nossa região, não optando pelo voto de protestos ou aqueles que não fazem NADA, mas sempre prometem coisas fora do seu alcance.
Ouvimos diariamente que temos que viver em um mundo e uma vida sustentável, mas nossos hábitos consumistas insaciáveis estão presentes no nosso cotidiano. Aí fica a pergunta: quem consome mais?
Há uma desigualdade muito grande. Enquanto a maioria da população consumia menos alimentos e dispunha de menos tempo para o lazer ou pouco recursos para os estudos dos filhos, uma elite privilegiada tem condições de trocar seus automóveis todos os anos, comprar casas ou apartamentos de luxo, roupas sofisticadas, etc.
Onde está o desenvolvimento sustentável? Muitas pessoas vão embora por falta de incentivo, não tem melhores oportunidades em determinado lugar. Que expectativas vão esperar de um lugar onde a oportunidade é rara? E acabam indo para outros lugares em busca de um emprego seguro onde ganha bem para satisfazer suas necessidades e que haja lugar de trabalhos de acordo com sua profissionalização.
Partes do processo de desenvolvimento são boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc... Mas isso tem um preço, provavelmente muitas vezes quem paga é a natureza. Acompanhamos no dia a dia o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo, as águas. O desenvolvimento é necessário, porém, o ser humano precisa respeitar o meio ambiente, pois dependemos para sobreviver neste planeta. Desenvolvimento sustentável significa obter o necessário desenvolvimento econômico, garantindo o equilíbrio ecológico.
VISENTINE, José William, 1950. Geografia crítica: geografia do terceiro mundo, v.4 - São Paulo: Ática, 1996.
Educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt2.html - Acesso em 17/08/2011.
Aline Sbecker Rodrigues
Larissa Ramos da Costa
Larissa Souza Arruda
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Primeiramente a região serrana precisa de mais emprego. Pois assim os jovens não precisariam sair de sua terra, para outras cidades em busca de novas oportunidades. Precisaríamos de mais empresas sustentáveis, ou seja, que dessem emprego com bons salários e não prejudicassem o meio ambiente, pois o meio ambiente garante a qualidade de vida, não apenas na nossa região, mais em todas.
Um exemplo de empresa sustentável é a malharia, porque ela gera bastante emprego e não prejudica o meio ambiente.
A população da nossa região está diminuindo porque as pessoas estão indo embora em busca de novas condições de emprego. Se na nossa região tivesse essas condições, as pessoas ficariam aqui e gerariam riquezas para sua própria região.
Muitas vezes as pessoas não conseguem seguir a profissão desejada, pois a perspectiva é muito baixa. Devemos pensar bem antes de votar e colocar as pessoas no poder, temos que pensar naquilo que elas estão prometendo e fazer com que as promessas ditas sejam cumpridas.
Fazer também com que deem e façam o melhor para nossa cidade, que possamos ter uma cidade sustentável sem o consumo excessivo e desumano da natureza, sempre estimulando mais cursos e empregos aos jovens iniciantes.
Ingrid Cristiani Costa
Ruandra Fagundes Schweitzer
Carla Souza Arruda
Ana Carolina Pereira
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Acredito que há muito pouco desenvolvimento em nossa região, pelo fato de que as pessoas, estão indo se especializar em alguma área, e em outras cidades e não estão voltando para suas cidades de origem.
Bem, nossa região é constituída por vários municípios, alguns deles bem desenvolvidos, e outros não. A sustentabilidade não é bem distribuída, porque cada um faz um pouco, exemplo: Urupema, ganha recursos com os turistas que vem visitar os pontos turísticos, ou seja, a cidade aproveita o frio e investe em pousadas e hotéis. Isso faz com que seja bem desenvolvida. Fazendo com que mais pessoas tenham melhores oportunidades de empregos. Talvez seja por isso, que a nossa região não se desenvolve.
O que precisamos é de empresas para fornecer empregos com bons salários, assim também as pessoas não sairiam do nosso município atrás de empregos melhores.
Carlos Eduardo Zimmermann
Marciano Silva de Oliveira
Natan Oliveira
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Para que o local específico, serra catarinense, se desenvolva, acredito que deverá haver institutos que qualifiquem as pessoas em seu local, onde não saiam. Que hajam empresas que venham se instalar com incentivo de pessoas influentes, que queiram que o município e o estado cresçam.
Onde creio que com esses meios tenham a melhor distribuição de impostos que fique no local. Para que ocorra o crescimento investindo os impostos em benefício da sustentabilidade das pessoas, ocorrendo isso acredito que haverá um instantâneo crescimento do local, tanto econômico quanto populacional, gerando economia.
Dener Souza da Cruz
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE. O QUE FAZER PARA QUE O PROGRESSO CHEGUE EM NOSSA REGIÃO E MUNICÍPIO?
Para que nosso município aumente cada vez mais, devemos sair de nossas cidades para fazer faculdades, cursos técnicos, entre outros e nos preparar para trazer esse bem para nossa região; porque aqui nos não temos esses recursos .
Tem muitos jovens que saem fazer faculdades pra fora e não voltam, se eles pelo menos voltassem para a cidades em que eles moravam poderiam desenvolver o município com o seu trabalho e sua mão de obra especializada, assim poderiam gerar mais empregos aumentando cada vez mais a sua população, e os jovens não precisariam sair de suas cidades para arranjar empregos.
Se as pessoas saíssem para fazer cursos de gastronomia, atendimento ao público, hotelaria, guia turístico e investir em nosso município poderiam atrair cada vez mais pessoas para conhecer nossas cidades, porque na maioria das vezes os turistas vem e geralmente não acham restaurantes abertos, lugares pra dormirem e muito dificilmente encontram pessoas para mostrar as belezas de nossa serra.
Amanda Sousa de Oliveira
Gabriela Camargo de Souza
Thaís Pereira Pagani de Arruda
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Poderia ter mais empresas, para que nossas produções ficassem aqui na nossa região. Isso iria gerar mais empregos e muitas pessoas não sairiam do lugar onde vivem em busca de oportunidades.
Deveríamos receber mais incentivos a cada trabalho feito por nós mesmos e em outras atividades.
Os políticos que deveriam ajudar, estamos sendo roubados, mas se eles nos ajudassem administrar o desenvolvimento de tudo, a nossa região mudaria bastante.
Bruno Cardoso Silvano
Bruno Muniz Andrade
DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO SERRANA
A serra catarinense é a região mais pobre do estado de Santa Catarina. Embora não percebendo os erros diante dos nossos olhos, podemos perceber que a realidade é bem diferente do que imaginamos ou queríamos.
Estamos vivendo na época da ciência, tecnologia, dos robôs, dos computadores, das máquinas substituindo a força de trabalho humana em muitas atividades. As regiões mais bem preparadas para se desenvolver são aqueles que investiram ou investem na educação de sua população, base da formação de mão de obra qualificada (mas dependem de ter universidades que dão acesso para pessoas mais pobres).
Onde está o erro? Nos políticos? Ou na população que os coloca no poder? Há várias respostas que conseguimos obter através de questionamentos. As mudanças terão que começar pelos eleitores, optando pelo melhor candidato que mude realmente a nossa região, não optando pelo voto de protestos ou aqueles que não fazem NADA, mas sempre prometem coisas fora do seu alcance.
Ouvimos diariamente que temos que viver em um mundo e uma vida sustentável, mas nossos hábitos consumistas insaciáveis estão presentes no nosso cotidiano. Aí fica a pergunta: quem consome mais?
Há uma desigualdade muito grande. Enquanto a maioria da população consumia menos alimentos e dispunha de menos tempo para o lazer ou pouco recursos para os estudos dos filhos, uma elite privilegiada tem condições de trocar seus automóveis todos os anos, comprar casas ou apartamentos de luxo, roupas sofisticadas, etc.
Onde está o desenvolvimento sustentável? Muitas pessoas vão embora por falta de incentivo, não tem melhores oportunidades em determinado lugar. Que expectativas vão esperar de um lugar onde a oportunidade é rara? E acabam indo para outros lugares em busca de um emprego seguro onde ganha bem para satisfazer suas necessidades e que haja lugar de trabalhos de acordo com sua profissionalização.
Partes do processo de desenvolvimento são boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc... Mas isso tem um preço, provavelmente muitas vezes quem paga é a natureza. Acompanhamos no dia a dia o quanto o ser humano está destruindo o meio ambiente. O crescimento das cidades, as indústrias e os veículos estão causando transtornos para o ar, o solo, as águas. O desenvolvimento é necessário, porém, o ser humano precisa respeitar o meio ambiente, pois dependemos para sobreviver neste planeta. Desenvolvimento sustentável significa obter o necessário desenvolvimento econômico, garantindo o equilíbrio ecológico.
VISENTINE, José William, 1950. Geografia crítica: geografia do terceiro mundo, v.4 - São Paulo: Ática, 1996.
Educar.sc.usp.br/biologia/textos/m_a_txt2.html - Acesso em 17/08/2011.
Aline Sbecker Rodrigues
Larissa Ramos da Costa
Larissa Souza Arruda
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Primeiramente a região serrana precisa de mais emprego. Pois assim os jovens não precisariam sair de sua terra, para outras cidades em busca de novas oportunidades. Precisaríamos de mais empresas sustentáveis, ou seja, que dessem emprego com bons salários e não prejudicassem o meio ambiente, pois o meio ambiente garante a qualidade de vida, não apenas na nossa região, mais em todas.
Um exemplo de empresa sustentável é a malharia, porque ela gera bastante emprego e não prejudica o meio ambiente.
A população da nossa região está diminuindo porque as pessoas estão indo embora em busca de novas condições de emprego. Se na nossa região tivesse essas condições, as pessoas ficariam aqui e gerariam riquezas para sua própria região.
Muitas vezes as pessoas não conseguem seguir a profissão desejada, pois a perspectiva é muito baixa. Devemos pensar bem antes de votar e colocar as pessoas no poder, temos que pensar naquilo que elas estão prometendo e fazer com que as promessas ditas sejam cumpridas.
Fazer também com que deem e façam o melhor para nossa cidade, que possamos ter uma cidade sustentável sem o consumo excessivo e desumano da natureza, sempre estimulando mais cursos e empregos aos jovens iniciantes.
Ingrid Cristiani Costa
Ruandra Fagundes Schweitzer
Carla Souza Arruda
Ana Carolina Pereira
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Acredito que há muito pouco desenvolvimento em nossa região, pelo fato de que as pessoas, estão indo se especializar em alguma área, e em outras cidades e não estão voltando para suas cidades de origem.
Bem, nossa região é constituída por vários municípios, alguns deles bem desenvolvidos, e outros não. A sustentabilidade não é bem distribuída, porque cada um faz um pouco, exemplo: Urupema, ganha recursos com os turistas que vem visitar os pontos turísticos, ou seja, a cidade aproveita o frio e investe em pousadas e hotéis. Isso faz com que seja bem desenvolvida. Fazendo com que mais pessoas tenham melhores oportunidades de empregos. Talvez seja por isso, que a nossa região não se desenvolve.
O que precisamos é de empresas para fornecer empregos com bons salários, assim também as pessoas não sairiam do nosso município atrás de empregos melhores.
Carlos Eduardo Zimmermann
Marciano Silva de Oliveira
Natan Oliveira
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Para que o local específico, serra catarinense, se desenvolva, acredito que deverá haver institutos que qualifiquem as pessoas em seu local, onde não saiam. Que hajam empresas que venham se instalar com incentivo de pessoas influentes, que queiram que o município e o estado cresçam.
Onde creio que com esses meios tenham a melhor distribuição de impostos que fique no local. Para que ocorra o crescimento investindo os impostos em benefício da sustentabilidade das pessoas, ocorrendo isso acredito que haverá um instantâneo crescimento do local, tanto econômico quanto populacional, gerando economia.
Dener Souza da Cruz
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE. O QUE FAZER PARA QUE O PROGRESSO CHEGUE EM NOSSA REGIÃO E MUNICÍPIO?
Para que nosso município aumente cada vez mais, devemos sair de nossas cidades para fazer faculdades, cursos técnicos, entre outros e nos preparar para trazer esse bem para nossa região; porque aqui nos não temos esses recursos .
Tem muitos jovens que saem fazer faculdades pra fora e não voltam, se eles pelo menos voltassem para a cidades em que eles moravam poderiam desenvolver o município com o seu trabalho e sua mão de obra especializada, assim poderiam gerar mais empregos aumentando cada vez mais a sua população, e os jovens não precisariam sair de suas cidades para arranjar empregos.
Se as pessoas saíssem para fazer cursos de gastronomia, atendimento ao público, hotelaria, guia turístico e investir em nosso município poderiam atrair cada vez mais pessoas para conhecer nossas cidades, porque na maioria das vezes os turistas vem e geralmente não acham restaurantes abertos, lugares pra dormirem e muito dificilmente encontram pessoas para mostrar as belezas de nossa serra.
Amanda Sousa de Oliveira
Gabriela Camargo de Souza
Thaís Pereira Pagani de Arruda
DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE
Poderia ter mais empresas, para que nossas produções ficassem aqui na nossa região. Isso iria gerar mais empregos e muitas pessoas não sairiam do lugar onde vivem em busca de oportunidades.
Deveríamos receber mais incentivos a cada trabalho feito por nós mesmos e em outras atividades.
Os políticos que deveriam ajudar, estamos sendo roubados, mas se eles nos ajudassem administrar o desenvolvimento de tudo, a nossa região mudaria bastante.
Bruno Cardoso Silvano
Bruno Muniz Andrade
domingo, 7 de agosto de 2011
Defenda a liberdade na internet!
DOMINGO, 7 DE AGOSTO DE 2011
Defenda a liberdade na internet!
Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.
A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.
O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil!
VAMOS TODOS ASSINAR ESSA CAUSA!!!! Clique aqui para assinar
PL 84/99: DIGA NÃO à ditadura digital
Para entender mais sobre o assunto, recomendamos que veja o vídeo abaíxo:
Get your own valid XHTML YouTube embed code
Fonte:
http://www.degracaemaisgostoso.org/liberdade.html#more-74014
http://sofilmacosfenix.blogspot.com/ - Acesso em 07/08/2011
Defenda a liberdade na internet!
Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.
A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.
O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil!
VAMOS TODOS ASSINAR ESSA CAUSA!!!! Clique aqui para assinar
PL 84/99: DIGA NÃO à ditadura digital
Para entender mais sobre o assunto, recomendamos que veja o vídeo abaíxo:
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Fonte:
http://www.degracaemaisgostoso.org/liberdade.html#more-74014
http://sofilmacosfenix.blogspot.com/ - Acesso em 07/08/2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Revolução do magistério
Revolução do magistério
25 de julho de 2011
Texto do advogado e economista Carlos Fernando Priess:
A greve dos professores, criticada por uns, elogiada por outros, nos traz uma grande lição, na qual temos que refletir. Num país, reconhecidamente, em pleno desenvolvimento, onde deputados e senadores percebem uma fortuna, impossível entender, como os professores ganha tão mal.
Os professores exercem sua atividade, depois de um longo preparo, de um saber especializado, adquirido depois de processo de aprendizagem, que permite preparar as crianças, os jovens em todas suas etapas, adultos igualmente, capacitando de forma a enfrentar a vida, o trabalho, a sobrevivência, formando também novos mestres.
A docência, o magistério, como atividade profissional exige uma formação especializada, para que os resultados sejam promissores, no entanto, são mal pagos e reconhecidos.
Pensamos, refletimos, sobre os prejuízos, em termos imediatos, sofridos pelos alunos, mas a situação dos professores em geral, é muito grave e o nível de insatisfação dos mesmos, também, dos que sabem avaliar o papel importante dos mestres, é muito grande.
O salário mínimo do professor brasileiro, segundo os acordos impostos a classe, está na ordem de R$1.187,08, para um trabalho de 40 horas, enquanto Deputados e Senadores passaram a perceber um teto de R$26.700,00.
Os parlamentares tiveram um aumento de 61,8%, os trabalhadores em geral 5,9%, elevando o salário mínimo para R$540,00 e os professores neste ano, apenas 8,5%.
Importante lembrar o desvio do dinheiro da merenda escolar, em vários municípios brasileiros, como foi divulgado pelo Fantástico, onde a criança, com fome não aprende, esbarrando na certeza de impunidade desses políticos, que, desgraçadamente como o eleitor ¿não tem memória¿, continua votando nesses corruptos.
Diante desse quadro, ficamos extremamente assustados e preocupados, pois os chamados representantes do povo, como delegados da população, não têm a mínima noção da educação.
A greve dos professores, que assistimos recentemente, precisa ser entendida como um movimento necessário, até para nós eleitores, para não cometermos o erro de reeleger os parlamentares, que nos envergonham e atentam contra a democracia.
Vivemos, quem sabe, sem qualquer exagero, uma revolução do magistério.
Importante que se compare, até, com a situação da França no século XVIII, que vivia uma extrema injustiça social, em seu antigo regime absolutista e com a sua revolução, derrubou todos os privilégios e conceitos daquela sociedade, dando ao mundo e não só aos franceses, uma nova situação social.
Foi um marco na história moderna, trazendo direitos sociais que passaram a ser respeitados, consagrando os direitos do homem e do cidadão.
Portanto, a greve dos professores, ocorrida em quase todos Estados, foi antes de tudo um movimento que, esperamos, tenha chamado a atenção da sociedade para o descontentamento da categoria, com a política governamental, que remunera de forma vergonhosa o magistério em nosso país.
Os professores precisam, antes de tudo, de salários decentes.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/07/25/revolucao-do-magisterio/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 27/07/2011.
25 de julho de 2011
Texto do advogado e economista Carlos Fernando Priess:
A greve dos professores, criticada por uns, elogiada por outros, nos traz uma grande lição, na qual temos que refletir. Num país, reconhecidamente, em pleno desenvolvimento, onde deputados e senadores percebem uma fortuna, impossível entender, como os professores ganha tão mal.
Os professores exercem sua atividade, depois de um longo preparo, de um saber especializado, adquirido depois de processo de aprendizagem, que permite preparar as crianças, os jovens em todas suas etapas, adultos igualmente, capacitando de forma a enfrentar a vida, o trabalho, a sobrevivência, formando também novos mestres.
A docência, o magistério, como atividade profissional exige uma formação especializada, para que os resultados sejam promissores, no entanto, são mal pagos e reconhecidos.
Pensamos, refletimos, sobre os prejuízos, em termos imediatos, sofridos pelos alunos, mas a situação dos professores em geral, é muito grave e o nível de insatisfação dos mesmos, também, dos que sabem avaliar o papel importante dos mestres, é muito grande.
O salário mínimo do professor brasileiro, segundo os acordos impostos a classe, está na ordem de R$1.187,08, para um trabalho de 40 horas, enquanto Deputados e Senadores passaram a perceber um teto de R$26.700,00.
Os parlamentares tiveram um aumento de 61,8%, os trabalhadores em geral 5,9%, elevando o salário mínimo para R$540,00 e os professores neste ano, apenas 8,5%.
Importante lembrar o desvio do dinheiro da merenda escolar, em vários municípios brasileiros, como foi divulgado pelo Fantástico, onde a criança, com fome não aprende, esbarrando na certeza de impunidade desses políticos, que, desgraçadamente como o eleitor ¿não tem memória¿, continua votando nesses corruptos.
Diante desse quadro, ficamos extremamente assustados e preocupados, pois os chamados representantes do povo, como delegados da população, não têm a mínima noção da educação.
A greve dos professores, que assistimos recentemente, precisa ser entendida como um movimento necessário, até para nós eleitores, para não cometermos o erro de reeleger os parlamentares, que nos envergonham e atentam contra a democracia.
Vivemos, quem sabe, sem qualquer exagero, uma revolução do magistério.
Importante que se compare, até, com a situação da França no século XVIII, que vivia uma extrema injustiça social, em seu antigo regime absolutista e com a sua revolução, derrubou todos os privilégios e conceitos daquela sociedade, dando ao mundo e não só aos franceses, uma nova situação social.
Foi um marco na história moderna, trazendo direitos sociais que passaram a ser respeitados, consagrando os direitos do homem e do cidadão.
Portanto, a greve dos professores, ocorrida em quase todos Estados, foi antes de tudo um movimento que, esperamos, tenha chamado a atenção da sociedade para o descontentamento da categoria, com a política governamental, que remunera de forma vergonhosa o magistério em nosso país.
Os professores precisam, antes de tudo, de salários decentes.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/2011/07/25/revolucao-do-magisterio/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 27/07/2011.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Terceirização da merenda escolar: professores improvisam cozinha no banheiro
Professores preparam suas refeições em um banheiro em construção porque estão proibidos de entrar na cozinha.
O governador Raimundo Colombo já disse que quer acabar com a terceirização da merenda nas escolas estaduais de Santa Catarina.
E se isso realmente ocorrer, acabará também o drama de professores de uma pequena cidade da região serrana.
Quando foi inaugurada a readequação da cozinha comunitária da Escola de Educação Básica Manoel Pereira de Medeiros, em Urupema, em março de 2008, professores e alunos utilizavam o espaço para as refeições diárias.
A cozinha, semi-industrial, foi construída para sediar o Programa de Educação Ambiental e Alimentar (Ambial), e poderia ser utilizada também para a realização de cursos gratuitos junto à comunidade urupemense, de 2,5 mil moradores.
Mas com a terceirização da merenda escolar, desde agosto do ano passado os professores perderam o direito à merenda e ao uso da estrutura.
Assim, como alguns são de Lages, a 50 quilômetros de Urupema, e passam o dia todo na escola, eles passaram a improvisar a sua própria cozinha em um banheiro em construção.
Os profissionais alegam que os R$ 6 por dia de vale-alimentação, ou vale-coxinha, como muitos deles dizem, não são suficientes para que possam comer três vezes por dia em restaurantes. Assim, levam comida de casa e preparam suas refeições no banheiro inacabado.
Uma “vaquinha” foi feita para comprar um fogão e um botijão de gás e uma geladeira foi emprestada para incrementar o inusitado espaço.
Andréia Berlanda Aguiar (língua portuguesa), Angela Maria Almeida (ciências e matemática), Inês Andréia Andrade (geografia), José Wilson do Prado (história, ensino religioso, filosofia e sociologia) e Vanessa Muniz (história), cinco profissionais que comem no banheiro, desabafam:
_ É desanimador e humilhante. Uma falta de respeito. Não merecemos isso!
Pablo Gomes, Urupema
http://wp.clicrbs.com.br/diariodaserra/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 19/07/2011.
O governador Raimundo Colombo já disse que quer acabar com a terceirização da merenda nas escolas estaduais de Santa Catarina.
E se isso realmente ocorrer, acabará também o drama de professores de uma pequena cidade da região serrana.
Quando foi inaugurada a readequação da cozinha comunitária da Escola de Educação Básica Manoel Pereira de Medeiros, em Urupema, em março de 2008, professores e alunos utilizavam o espaço para as refeições diárias.
A cozinha, semi-industrial, foi construída para sediar o Programa de Educação Ambiental e Alimentar (Ambial), e poderia ser utilizada também para a realização de cursos gratuitos junto à comunidade urupemense, de 2,5 mil moradores.
Mas com a terceirização da merenda escolar, desde agosto do ano passado os professores perderam o direito à merenda e ao uso da estrutura.
Assim, como alguns são de Lages, a 50 quilômetros de Urupema, e passam o dia todo na escola, eles passaram a improvisar a sua própria cozinha em um banheiro em construção.
Os profissionais alegam que os R$ 6 por dia de vale-alimentação, ou vale-coxinha, como muitos deles dizem, não são suficientes para que possam comer três vezes por dia em restaurantes. Assim, levam comida de casa e preparam suas refeições no banheiro inacabado.
Uma “vaquinha” foi feita para comprar um fogão e um botijão de gás e uma geladeira foi emprestada para incrementar o inusitado espaço.
Andréia Berlanda Aguiar (língua portuguesa), Angela Maria Almeida (ciências e matemática), Inês Andréia Andrade (geografia), José Wilson do Prado (história, ensino religioso, filosofia e sociologia) e Vanessa Muniz (história), cinco profissionais que comem no banheiro, desabafam:
_ É desanimador e humilhante. Uma falta de respeito. Não merecemos isso!
Pablo Gomes, Urupema
http://wp.clicrbs.com.br/diariodaserra/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 19/07/2011.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
LUTO
Luto
15 de julho de 2011
Texto da professora de Química e Biologia Patrícia Reis da Silva
Passei dois dias na assembleia legislativa,
Fui até lá para ver sepultados, todos os meus sonhos profissionais, minha carreira e a Educação do Estado de Santa Catarina. O que não espera era ver ser sepultada ali sobre aquele tapete vermelho toda a minha fé na justiça, na lei e na constituição.
Ali eu me senti, violentada. Vi o regimento da assembleia ser rasgado, vi ser desvalorizada, desprezada a constituição desse país, vi que deputados da oposição também não tem direitos. Foi um massacre, simplesmente burlaram e usaram de todos os artifícios pra massacrar uma minoria de deputados que ficaram ao lado dos professores. Acabaram com o plano de carreira como se estivessem assoprando uma vela, sem nem mesmo se alterar.
Dentro da assembleia e nos corredores, professores gritavam em protesto, vaiavam, choravam, batiam nos vidros, o sentimento é indescritível! E nada, ninguém se comoveu! Votaram e sepultaram a educação, sem nem mesmo ter a coragem de pedir a palavra e explicar porque nossos direitos estavam sendo suprimidos, porque se é “um avanço” para educação, havia ali 4000 professores protestando contra a aprovação?
A única atitude próxima de um ser humano normal e digno que tiveram, foi o medo! Sentiram medo e chamaram o BOPE, para nos intimidar, nos calar e nos impedir de alguma violência. Violência que tínhamos, sim, vontade de cometer, afinal, somos humanos. Mas, que jamais seria cometida, não está em nós esse tipo de atitude, a situação justificaria, mas professores são por natureza, pacíficos.
Apesar de toda dor que senti, penso: ainda bem que ainda estava em greve, que bom que fui até lá. Lá eu protestei, gritei, confesso que até bati naquele vidro e chorei, muito! Vi tudo o que tinha de professor em mim, ser sepultado. Hoje, estou de luto! Meu coração ainda dói, acho que é pra me mandar um recado de que ainda vivo! “Viver apesar de”.
Como a águia, preciso “arrancar minhas velhas penas, unhas e bico”, renovar minhas forças para voltar. Preciso me recompor, os alunos merecem um bom professor, tentarei fazer o meu melhor! Confesso, que aquele amor que parecia incondicional, o velho amor pela educação, nesse momento parece morto, assim como eu! A parte de mim que continua viva e forte lutará com todas as forças, por outro caminho que não mais a escola pública. Mas, enquanto ainda for professora irei honrar o juramento que fiz, por duas vezes nas duas licenciaturas!
E Jamais esquecerei o governo de Raimundo Colombo e o nome de todos os deputados que votaram contra a educação, anotei em um caderninho em que anoto aquilo que precisa ser sempre lembrado, repetirei como oração, em todas as oportunidades, está lá sob o título: “inimigos da Educação”.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 15/07/2011.
15 de julho de 2011
Texto da professora de Química e Biologia Patrícia Reis da Silva
Passei dois dias na assembleia legislativa,
Fui até lá para ver sepultados, todos os meus sonhos profissionais, minha carreira e a Educação do Estado de Santa Catarina. O que não espera era ver ser sepultada ali sobre aquele tapete vermelho toda a minha fé na justiça, na lei e na constituição.
Ali eu me senti, violentada. Vi o regimento da assembleia ser rasgado, vi ser desvalorizada, desprezada a constituição desse país, vi que deputados da oposição também não tem direitos. Foi um massacre, simplesmente burlaram e usaram de todos os artifícios pra massacrar uma minoria de deputados que ficaram ao lado dos professores. Acabaram com o plano de carreira como se estivessem assoprando uma vela, sem nem mesmo se alterar.
Dentro da assembleia e nos corredores, professores gritavam em protesto, vaiavam, choravam, batiam nos vidros, o sentimento é indescritível! E nada, ninguém se comoveu! Votaram e sepultaram a educação, sem nem mesmo ter a coragem de pedir a palavra e explicar porque nossos direitos estavam sendo suprimidos, porque se é “um avanço” para educação, havia ali 4000 professores protestando contra a aprovação?
A única atitude próxima de um ser humano normal e digno que tiveram, foi o medo! Sentiram medo e chamaram o BOPE, para nos intimidar, nos calar e nos impedir de alguma violência. Violência que tínhamos, sim, vontade de cometer, afinal, somos humanos. Mas, que jamais seria cometida, não está em nós esse tipo de atitude, a situação justificaria, mas professores são por natureza, pacíficos.
Apesar de toda dor que senti, penso: ainda bem que ainda estava em greve, que bom que fui até lá. Lá eu protestei, gritei, confesso que até bati naquele vidro e chorei, muito! Vi tudo o que tinha de professor em mim, ser sepultado. Hoje, estou de luto! Meu coração ainda dói, acho que é pra me mandar um recado de que ainda vivo! “Viver apesar de”.
Como a águia, preciso “arrancar minhas velhas penas, unhas e bico”, renovar minhas forças para voltar. Preciso me recompor, os alunos merecem um bom professor, tentarei fazer o meu melhor! Confesso, que aquele amor que parecia incondicional, o velho amor pela educação, nesse momento parece morto, assim como eu! A parte de mim que continua viva e forte lutará com todas as forças, por outro caminho que não mais a escola pública. Mas, enquanto ainda for professora irei honrar o juramento que fiz, por duas vezes nas duas licenciaturas!
E Jamais esquecerei o governo de Raimundo Colombo e o nome de todos os deputados que votaram contra a educação, anotei em um caderninho em que anoto aquilo que precisa ser sempre lembrado, repetirei como oração, em todas as oportunidades, está lá sob o título: “inimigos da Educação”.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 15/07/2011.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Considerações Finais
Considerações Finais
13 de julho de 2011
“Sou professora da rede estadual de ensino e fazer greve sempre foi contra meus princípios, mas minha adesão a esta greve, veio de encontro aos meus direitos e a qualidade do ensino do meu filho que estuda em escola pública. Hoje humildemente compreendo as palavras de Martin Luther King: “A greve é a linguagem dos que não são ouvidos”.
O movimento é desgastante emocionalmente, mas recompensador no aprendizado. Fazer parte, contribuir e participar efetivamente das manifestações foi algo indescritível. Raiva, prazer, impotência, amor, ódio, ansiedade, indignação, são algumas gamas do sentimento humano, vivenciadas num processo como este. Sentimentos estes, que compartilhei com meus familiares, amigos e com a sociedade. Mediante diversificadas informações e atitudes, tive momentos de fragilidade… mas me fortalecia com os bons exemplos de pessoas que foram imprescindíveis nesta caminhada. Minhas considerações finais:
- Ao Governador Serrano, faço das palavras dele, título de sua obra, as minhas:
“O povo tem rosto, nome e endereço” Raimundo Colombo
E acrescento… e tem Memória!
- Aos Educadores: Categoria somos todos nós!
“Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia. O mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante”. Charles Chaplin
- Aos Alunos e aos Pais:
Somos Professores, assumimos os nossos deveres, não abdicamos dos nossos direitos!
“Educar é minha vida, lutar foi minha atitude!”
- A Imprensa/Mídia: Credibilidade se conquista com imparcialidade e informações coerentes.
Aos que tiveram ética e profissionalismo meus parabéns! especialmente ao meu guru Moacir Pereira.
Mesmo contrariada, mas respeitando minhas limitações como ser humano, após 58 dias em greve, retorno de cabeça erguida para escola, por ter cumprido a árdua missão de ser coerente com a verdade e tentar requerer meus direitos como cidadã.
Quanto aos meus direitos… “Grandes Conquistas”? no meu entendimento estas faziam parte do processo. Agradeço a todos que contribuíram e tiveram o discernimento de compreender este movimento que foi em prol da EDUCAÇÃO! Meu muito obrigada!
“Se eu pudesse deixar algum presente à você,(…)
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem. (….)
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito aquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo a resposta
e a força para encontrar a saída.” Mahatma Gandhi
Lages(S.C.), 13 de julho de 2011. ANA PAULA RAMOS
Professora Serrana, Grevista e Solidária!”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 13/06/2011
13 de julho de 2011
“Sou professora da rede estadual de ensino e fazer greve sempre foi contra meus princípios, mas minha adesão a esta greve, veio de encontro aos meus direitos e a qualidade do ensino do meu filho que estuda em escola pública. Hoje humildemente compreendo as palavras de Martin Luther King: “A greve é a linguagem dos que não são ouvidos”.
O movimento é desgastante emocionalmente, mas recompensador no aprendizado. Fazer parte, contribuir e participar efetivamente das manifestações foi algo indescritível. Raiva, prazer, impotência, amor, ódio, ansiedade, indignação, são algumas gamas do sentimento humano, vivenciadas num processo como este. Sentimentos estes, que compartilhei com meus familiares, amigos e com a sociedade. Mediante diversificadas informações e atitudes, tive momentos de fragilidade… mas me fortalecia com os bons exemplos de pessoas que foram imprescindíveis nesta caminhada. Minhas considerações finais:
- Ao Governador Serrano, faço das palavras dele, título de sua obra, as minhas:
“O povo tem rosto, nome e endereço” Raimundo Colombo
E acrescento… e tem Memória!
- Aos Educadores: Categoria somos todos nós!
“Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia. O mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante”. Charles Chaplin
- Aos Alunos e aos Pais:
Somos Professores, assumimos os nossos deveres, não abdicamos dos nossos direitos!
“Educar é minha vida, lutar foi minha atitude!”
- A Imprensa/Mídia: Credibilidade se conquista com imparcialidade e informações coerentes.
Aos que tiveram ética e profissionalismo meus parabéns! especialmente ao meu guru Moacir Pereira.
Mesmo contrariada, mas respeitando minhas limitações como ser humano, após 58 dias em greve, retorno de cabeça erguida para escola, por ter cumprido a árdua missão de ser coerente com a verdade e tentar requerer meus direitos como cidadã.
Quanto aos meus direitos… “Grandes Conquistas”? no meu entendimento estas faziam parte do processo. Agradeço a todos que contribuíram e tiveram o discernimento de compreender este movimento que foi em prol da EDUCAÇÃO! Meu muito obrigada!
“Se eu pudesse deixar algum presente à você,(…)
Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem. (….)
Deixaria para você, se pudesse,
o respeito aquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
o de buscar no interior de si mesmo a resposta
e a força para encontrar a saída.” Mahatma Gandhi
Lages(S.C.), 13 de julho de 2011. ANA PAULA RAMOS
Professora Serrana, Grevista e Solidária!”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 13/06/2011
sábado, 9 de julho de 2011
NÃO DIGA QUE A CANÇÃO ESTÁ PERDIDA... TENHA FÉ EM DEUS... TENHA FÉ NA VIDA... TENTE OUTRA VEZ...
"Mesmo que coloquem o mundo contra mim. Mesmo que usem todo o poder existente. Mesmo que impeçam de divulgar a justiça. Mesmo se forem cegos ao povo. Mesmo se forem surdos ao povo. Mesmo se atarem as mãos do povo. Eu lutarei. E meu conhecimento e coragem serão a unicas armas de que precisarei. E mesmo que me tirem tudo, não me tirarão a coragem e o conhecimento." (Ernesto Che Guevara)
http://lagesnareal.blogspot.com/
RAQUEL LIMA PROFESSORA SERRANA,GREVISTA E SOLIDÁRIA..
Concordo, mas mesmo assim li e reli o velho CHÊ e encontrei:"HAY QUE ENDURECERSE, PERO SIN PERDE LA TERNURA JAMÁS."; ou seja, nossos alunos em primeiro lugar sempre...
Estou na LUTA, tu SABES, mas não esqueço dos compromissos que assumi...
PAZ E LUZ.
"Mesmo que coloquem o mundo contra mim. Mesmo que usem todo o poder existente. Mesmo que impeçam de divulgar a justiça. Mesmo se forem cegos ao povo. Mesmo se forem surdos ao povo. Mesmo se atarem as mãos do povo. Eu lutarei. E meu conhecimento e coragem serão a unicas armas de que precisarei. E mesmo que me tirem tudo, não me tirarão a coragem e o conhecimento." (Ernesto Che Guevara)
http://lagesnareal.blogspot.com/
RAQUEL LIMA PROFESSORA SERRANA,GREVISTA E SOLIDÁRIA..
Concordo, mas mesmo assim li e reli o velho CHÊ e encontrei:"HAY QUE ENDURECERSE, PERO SIN PERDE LA TERNURA JAMÁS."; ou seja, nossos alunos em primeiro lugar sempre...
Estou na LUTA, tu SABES, mas não esqueço dos compromissos que assumi...
PAZ E LUZ.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
OS ACAMPADOS DA EDUCAÇÃO
Os acampados da Educação
6 de julho de 2011
A educação pública estadual de Santa Catarina nunca mais será a mesma. Pelo menos para os 47 professores que estão acampados há dez dias ao redor do prédio da Secretaria da Educação, na rua João Pinto, em Florianópolis. Mudou, também, para os próprios diretores e servidores da Secretaria que todos os dias passam pelo amistoso corredor polonês instalado no térreo, bem naentrada. É outra, igualmente, para os comerciantes e os clientes das lojas estabelecidas nas imediações.
O acampamento da Educação é outro registro inédito nesta histórica greve do magistério que hoje define o futuro na assembléia estadual da Passarela Nego Quirido.
Os relatos de professores e professores da rede estadual são comoventes. Serenos, determinados, conscientes, saudosos de suas familias e de suas comunidades, eles ali estão para fortalecer as aspirações gerais de uma educação melhor para as crianças de Santa Catarina. Alguns conseguem se blindar na reação de seus sentimentos, preservando-os na intimidade de seus dilemas profissionais. Outros não conseguem conter a dor da ausência.
– Pai, volta prá casa! - pediu Felipe, um ano e quatro meses, ao professor Luiz Fernando Ferrari, 41 anos, de Pinhalzinho, um dos acampados. Com 12 anos de magistério, leciona em tres escolas e tem 600 alunos. Seu salário é uma vergonha, sabendo-se que tem credenciais. Professor de História com pós graduação em Ciências Sociais. Quando relata o apelo do filho explode em lágrimas, saudoso e comovido, mas com esperanças de novos dias. O abraço imediato de seus colegas é o consolo do momento.
O professor Marcos Paulo de Barros, de Pouso Redondo, é outro lutador que lamenta as noites extremamente frias,dentro de uma das 12 pequenas barracas improvisadas. Tem uma filha de 13 anos. Numa das ligações, a menina informou que professores de sua escola estavam voltando a dar aulas. Indagada por sua professora, respondeu que continuaria sem aulas, mesmo com o retorno dos mestres.
– Pai, enquanto a greve não acabar não volto para a escola – afirmou.
O regime adoado pelos 47 voluntários é semelhante ao adotado pelos militares. Há hora para recolhimento: 22,00. É proibido fumar. Bebida alcoólica, nem pensar. Discussões partidárias vedadas a todos, ainda que alguns tenham suas preferências pessoais.
O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações – Sinteel, com sede bem na frente dos acampados, liberou o “wireless” para facilitar as comunicações pela internet. Cinco senhas foram autorizadas para ligação de notebooks. Dali, eles enviam e recebem mensagens. Estão conectados com o Estado e o mundo. Levaram máquinas fotográficas e fimadores. Tem registros impressionantes. Como o violento vento sul, geladissimo, que arrancou duas barracas na noite de sábado. Ou manifestações de voluntários e visitantes.
O dono da loja “Caçula”, bem defronte o prédio, ofereceu equipamento de som para os acampados. Eles passaram a se comunicar com os servidores da Educação e com os pedestres que por ali transitavam. O sistema virou a “Rádio Piso”
O proprietário da Panificadora São Francisco, na esquina da Tiradentes com Nunes Machado, oferece alimentação com frequência. Fica a disposição para fornecer material. E, assim, os colaboradores vão se apresentando com doces, alimentos e livros para os acampados. Aí, incluídos, servidores da própria Secretaria da Educação.
Chuva, frio, vento sul, fome, saudade da familia, dos amigos, das escolas e das cidades em que vivem são os maiores problemas. Mas eles enfrentam sem reclamar. Todos, sem exceção, com depoimentos tranquilos, mas firmes em suas posições e convicçoes, na esperança de melhores dias para a educação catarinense.
Adversidades que enfrentam antes mesmo de iniciarem o plantão. Um ônibus que trazia o grupo do oeste teve congelamento do óleo de filtro. Ficou parado horas. Temperaturas baixissimas, sem ar condiconado e o corpo exposto, sem roupa quente adequada.
Entre as motivações, a música sempre presente, as amizades conquistadas no convívio das barracas e as visitas incentivadoras. Entre elas, numa noite congelada, da ministra Ideli Salvati, uma das principais lideranças do Sinte na décadas de 1990.
E um registro que também os anima: só manifestaçòes de apoio, carinho e solidariedade. Sem registrar uma única hostilidade.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 06/06/2011.
6 de julho de 2011
A educação pública estadual de Santa Catarina nunca mais será a mesma. Pelo menos para os 47 professores que estão acampados há dez dias ao redor do prédio da Secretaria da Educação, na rua João Pinto, em Florianópolis. Mudou, também, para os próprios diretores e servidores da Secretaria que todos os dias passam pelo amistoso corredor polonês instalado no térreo, bem naentrada. É outra, igualmente, para os comerciantes e os clientes das lojas estabelecidas nas imediações.
O acampamento da Educação é outro registro inédito nesta histórica greve do magistério que hoje define o futuro na assembléia estadual da Passarela Nego Quirido.
Os relatos de professores e professores da rede estadual são comoventes. Serenos, determinados, conscientes, saudosos de suas familias e de suas comunidades, eles ali estão para fortalecer as aspirações gerais de uma educação melhor para as crianças de Santa Catarina. Alguns conseguem se blindar na reação de seus sentimentos, preservando-os na intimidade de seus dilemas profissionais. Outros não conseguem conter a dor da ausência.
– Pai, volta prá casa! - pediu Felipe, um ano e quatro meses, ao professor Luiz Fernando Ferrari, 41 anos, de Pinhalzinho, um dos acampados. Com 12 anos de magistério, leciona em tres escolas e tem 600 alunos. Seu salário é uma vergonha, sabendo-se que tem credenciais. Professor de História com pós graduação em Ciências Sociais. Quando relata o apelo do filho explode em lágrimas, saudoso e comovido, mas com esperanças de novos dias. O abraço imediato de seus colegas é o consolo do momento.
O professor Marcos Paulo de Barros, de Pouso Redondo, é outro lutador que lamenta as noites extremamente frias,dentro de uma das 12 pequenas barracas improvisadas. Tem uma filha de 13 anos. Numa das ligações, a menina informou que professores de sua escola estavam voltando a dar aulas. Indagada por sua professora, respondeu que continuaria sem aulas, mesmo com o retorno dos mestres.
– Pai, enquanto a greve não acabar não volto para a escola – afirmou.
O regime adoado pelos 47 voluntários é semelhante ao adotado pelos militares. Há hora para recolhimento: 22,00. É proibido fumar. Bebida alcoólica, nem pensar. Discussões partidárias vedadas a todos, ainda que alguns tenham suas preferências pessoais.
O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações – Sinteel, com sede bem na frente dos acampados, liberou o “wireless” para facilitar as comunicações pela internet. Cinco senhas foram autorizadas para ligação de notebooks. Dali, eles enviam e recebem mensagens. Estão conectados com o Estado e o mundo. Levaram máquinas fotográficas e fimadores. Tem registros impressionantes. Como o violento vento sul, geladissimo, que arrancou duas barracas na noite de sábado. Ou manifestações de voluntários e visitantes.
O dono da loja “Caçula”, bem defronte o prédio, ofereceu equipamento de som para os acampados. Eles passaram a se comunicar com os servidores da Educação e com os pedestres que por ali transitavam. O sistema virou a “Rádio Piso”
O proprietário da Panificadora São Francisco, na esquina da Tiradentes com Nunes Machado, oferece alimentação com frequência. Fica a disposição para fornecer material. E, assim, os colaboradores vão se apresentando com doces, alimentos e livros para os acampados. Aí, incluídos, servidores da própria Secretaria da Educação.
Chuva, frio, vento sul, fome, saudade da familia, dos amigos, das escolas e das cidades em que vivem são os maiores problemas. Mas eles enfrentam sem reclamar. Todos, sem exceção, com depoimentos tranquilos, mas firmes em suas posições e convicçoes, na esperança de melhores dias para a educação catarinense.
Adversidades que enfrentam antes mesmo de iniciarem o plantão. Um ônibus que trazia o grupo do oeste teve congelamento do óleo de filtro. Ficou parado horas. Temperaturas baixissimas, sem ar condiconado e o corpo exposto, sem roupa quente adequada.
Entre as motivações, a música sempre presente, as amizades conquistadas no convívio das barracas e as visitas incentivadoras. Entre elas, numa noite congelada, da ministra Ideli Salvati, uma das principais lideranças do Sinte na décadas de 1990.
E um registro que também os anima: só manifestaçòes de apoio, carinho e solidariedade. Sem registrar uma única hostilidade.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 06/06/2011.
OS ACAMPADOS DA PRAÇA
Os acampados da Praça
6 de julho de 2011
Idealismo, determinação, solidariedade, vocação, renúncia e espírito corporativo são algumas das características dos professores que há três semanas estão acampados em 10 pequenas barracas na Praça Tancredo Neves, ao lado do riacho e de um quiosque e bem próximo da Assembléia Legislativa, em Florianópolis.
Situação dramática pelas precárias condições de pernoite, principalmente. As noites gélidas deste rigoroso inverno em Florianópolis agravam o sofrimento destes professores, a maioria da região de Itajaí. Chega o vento sul e a sensação térmica pode chegar a zero grau. Sem fogo para aquecer.
Antigas e novas bandeiras motivam os acampados, homens e mulheres, jovens e já próximos da terceira idade. A realização do concurso de ingresso no magistério, promessa de todos os candidatos e calote de todos os governos. O pagamento do piso salarial na carreira, definição da lei federal e ratificação do Supremo, a principal razão da luta. A manutenção da regência de classe, conquista que vem do governo Jorge Bornhausen,e que o governo Colombo acaba de reduzir, acertando um tiro no peito dos integrantes do magistério.
Energia que vem de fora. Motoristas de táxi, outros colegas que levam sopa para esquentar o corpo e o ânimo dos 20 professores. Alimentos que chegam de doadores voluntários e visitas freqüentes de desconhecidos que levam palavras de conforto e de incentivo.
A higiene pessoal é um dos problemas. Executada graças a direção do Sesc, que cedeu as instalações do Ginásio coberto, e pela liberação da Assembléia Legislativa.
Depoimentos dramáticos repetem-se na chegada de um novo visitante. Uma professora com 31 anos de magistério, mestrado, 60 horas de aula por semana (três turnos, portanto), mostra o contra-cheque: R$ 2.200,00. Trabalha em duas escolas e tem 2 mil alunos. Desumano!
Outra colega intervém para mostrar a realidade da educação pública estadual. Trabalha na Escola Vitor Meirelles, que completará 100 anos em 2012. A Secretaria da Educação comprou aparelhos de ar condicionado para viabilizar aulas no verão quente. Os “splits” com 30 mil BTUs foram fixados na parede, mas não funcionam. Ligam o aparelho, cai a energia. A rede elétrica não suporta. Só em Itajaí? Negativo, exemplos iguais se espalham pelo Estado, garantem os grevistas.
A merenda escolar foi terceirizada. Só os alunos podem ser servidos. Alegação: professores recebem vale alimentação. Valor: R$ 6,00. Apelidado de “vale coxinha”. Paga, no máximo, uma média com leite e um sanduiche de queijo.
Nos relatos tristes há casos patéticos. Numa escola, um professor serviu-se da merenda que sobrava. Quando ia se alimentar foi flagrado pela Diretora da Escola. Que determinou na hora e na frente dos alunos que os alimentos fossem depositados no lixo. Perdeu-se a merenda e o professor continuou com fome. Pior: desmoralizado, humilhado perante seus próprios alunos.
Na maioria das escolas estaduais, os professores se alimentam com marmitas que levam de casa. Filas se multiplicam para uso do micro-ondas, quando existem. Os mais pobres valem-se dos antigos fogões “jacaré”.
Os 20 acampados vão hoje para a assembléia estadual que decidirá sobre o futuro da greve. Separaram-se de seus familiares, de suas casas e de suas comunidades por acreditarem em dias melhores para a educação catarinense. Independente de resultado, seu gesto de solidariedade, seu espírito de luta, as atitudes de renúncia e o companheirismo revelados nos dias chuvosos a espalhar lama nas barracas e noites friorentas a invadir o corpo, representavam alguns dos fatos marcantes desta histórica greve dos professores de Santa Catarina.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 06/07/2011.
6 de julho de 2011
Idealismo, determinação, solidariedade, vocação, renúncia e espírito corporativo são algumas das características dos professores que há três semanas estão acampados em 10 pequenas barracas na Praça Tancredo Neves, ao lado do riacho e de um quiosque e bem próximo da Assembléia Legislativa, em Florianópolis.
Situação dramática pelas precárias condições de pernoite, principalmente. As noites gélidas deste rigoroso inverno em Florianópolis agravam o sofrimento destes professores, a maioria da região de Itajaí. Chega o vento sul e a sensação térmica pode chegar a zero grau. Sem fogo para aquecer.
Antigas e novas bandeiras motivam os acampados, homens e mulheres, jovens e já próximos da terceira idade. A realização do concurso de ingresso no magistério, promessa de todos os candidatos e calote de todos os governos. O pagamento do piso salarial na carreira, definição da lei federal e ratificação do Supremo, a principal razão da luta. A manutenção da regência de classe, conquista que vem do governo Jorge Bornhausen,e que o governo Colombo acaba de reduzir, acertando um tiro no peito dos integrantes do magistério.
Energia que vem de fora. Motoristas de táxi, outros colegas que levam sopa para esquentar o corpo e o ânimo dos 20 professores. Alimentos que chegam de doadores voluntários e visitas freqüentes de desconhecidos que levam palavras de conforto e de incentivo.
A higiene pessoal é um dos problemas. Executada graças a direção do Sesc, que cedeu as instalações do Ginásio coberto, e pela liberação da Assembléia Legislativa.
Depoimentos dramáticos repetem-se na chegada de um novo visitante. Uma professora com 31 anos de magistério, mestrado, 60 horas de aula por semana (três turnos, portanto), mostra o contra-cheque: R$ 2.200,00. Trabalha em duas escolas e tem 2 mil alunos. Desumano!
Outra colega intervém para mostrar a realidade da educação pública estadual. Trabalha na Escola Vitor Meirelles, que completará 100 anos em 2012. A Secretaria da Educação comprou aparelhos de ar condicionado para viabilizar aulas no verão quente. Os “splits” com 30 mil BTUs foram fixados na parede, mas não funcionam. Ligam o aparelho, cai a energia. A rede elétrica não suporta. Só em Itajaí? Negativo, exemplos iguais se espalham pelo Estado, garantem os grevistas.
A merenda escolar foi terceirizada. Só os alunos podem ser servidos. Alegação: professores recebem vale alimentação. Valor: R$ 6,00. Apelidado de “vale coxinha”. Paga, no máximo, uma média com leite e um sanduiche de queijo.
Nos relatos tristes há casos patéticos. Numa escola, um professor serviu-se da merenda que sobrava. Quando ia se alimentar foi flagrado pela Diretora da Escola. Que determinou na hora e na frente dos alunos que os alimentos fossem depositados no lixo. Perdeu-se a merenda e o professor continuou com fome. Pior: desmoralizado, humilhado perante seus próprios alunos.
Na maioria das escolas estaduais, os professores se alimentam com marmitas que levam de casa. Filas se multiplicam para uso do micro-ondas, quando existem. Os mais pobres valem-se dos antigos fogões “jacaré”.
Os 20 acampados vão hoje para a assembléia estadual que decidirá sobre o futuro da greve. Separaram-se de seus familiares, de suas casas e de suas comunidades por acreditarem em dias melhores para a educação catarinense. Independente de resultado, seu gesto de solidariedade, seu espírito de luta, as atitudes de renúncia e o companheirismo revelados nos dias chuvosos a espalhar lama nas barracas e noites friorentas a invadir o corpo, representavam alguns dos fatos marcantes desta histórica greve dos professores de Santa Catarina.
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 06/07/2011.
terça-feira, 28 de junho de 2011
“Uma vida, duas vidas, um sorriso”
“Uma vida, duas vidas, um sorriso”
28 de junho de 2011
“Foi durante a guerra civil na Espanha. Antoine de Saint-Exupéry, o autor de O pequeno príncipe, foi lutar ao lado dos espanhóis que preservavam a democracia. Certa feita, caiu nas mãos dos adversários. Foi preso e condenado à morte. Na noite que precedia a sua execução, conta ele que foi despido de todos os seus haveres e jogado em uma cela miserável.
O guarda era muito jovem. Mas era um jovem que, por certo, já assassinara a muitos. Parecia não ter sentimentos. O semblante era frio. Vigilante, ali estava e tinha ordens para atirar para matar, em caso de fuga.
Exupéry tentou uma conversa com o guarda, altas horas da madrugada. Afinal, eram suas últimas horas na face da Terra. De início, foi inútil. Contudo, quando o guarda se voltou para ele, ele sorriu.
Era um sorriso que misturava pavor e ansiedade. Mas um sorriso. Sorriu e perguntou de forma tímida:
Você é pai?
A resposta foi dada com um movimento de cabeça, afirmativo.
Eu também, falou o prisioneiro. Só que há uma enorme diferença entre nós dois. Amanhã, a esta hora eu terei sido assassinado. Você voltará para casa e irá abraçar seu filho.
Meus filhos não têm culpa da minha imprevidência. E, no entanto, não mais os abraçarei no corpo físico. Quando o dia amanhecer, eu morrerei.
Na hora em que você for abraçar o seu filho, fale-lhe de amor. Diga a ele: “Amo você. Você é a razão da minha vida.” Você é guarda. Você está ganhando dinheiro para manter a sua família, não é?
O guarda continuava parado, imóvel. Parecia um cadáver que respirava.
O prisioneiro concluiu: Então, leve a mensagem que eu não poderei dar ao meu filho.
As lágrimas jorraram dos olhos. Ele notou que o guarda também chorava. Parecia ter despertado do seu torpor. Não disse uma única palavra.
Tomou da chave mestra e abriu o cadeado externo. Com uma outra chave abriu a lingueta. Fez correr o metal enferrujado, abriu a porta da cela, deu-lhe um sinal.
O condenado à morte saiu apressado, depois correu, saindo da fortaleza.
O jovem soldado lhe apontou a direção das montanhas para que ele fugisse, deu-lhe as costas e voltou para dentro.
O carcereiro deu-lhe a vida e, com certeza, foi condenado por ter permitido que um prisioneiro fugisse.
Antoine de Saint-Exupéry retornou à França e escreveu uma página inesquecível: Uma vida, duas vidas, um sorriso.
* * *
Tantas vezes podemos sorrir e apresentamos a face fechada, indiferente.
Entretanto, as vozes da Imortalidade cantam. Sejamos nós aqueles que cantemos a doce melodia do amor, em todo lugar, nos corações.
Hoje mais do que ontem, agora mais do que na véspera quebremos todos os impedimentos para amar e lutar.”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 28/06/2011.
28 de junho de 2011
“Foi durante a guerra civil na Espanha. Antoine de Saint-Exupéry, o autor de O pequeno príncipe, foi lutar ao lado dos espanhóis que preservavam a democracia. Certa feita, caiu nas mãos dos adversários. Foi preso e condenado à morte. Na noite que precedia a sua execução, conta ele que foi despido de todos os seus haveres e jogado em uma cela miserável.
O guarda era muito jovem. Mas era um jovem que, por certo, já assassinara a muitos. Parecia não ter sentimentos. O semblante era frio. Vigilante, ali estava e tinha ordens para atirar para matar, em caso de fuga.
Exupéry tentou uma conversa com o guarda, altas horas da madrugada. Afinal, eram suas últimas horas na face da Terra. De início, foi inútil. Contudo, quando o guarda se voltou para ele, ele sorriu.
Era um sorriso que misturava pavor e ansiedade. Mas um sorriso. Sorriu e perguntou de forma tímida:
Você é pai?
A resposta foi dada com um movimento de cabeça, afirmativo.
Eu também, falou o prisioneiro. Só que há uma enorme diferença entre nós dois. Amanhã, a esta hora eu terei sido assassinado. Você voltará para casa e irá abraçar seu filho.
Meus filhos não têm culpa da minha imprevidência. E, no entanto, não mais os abraçarei no corpo físico. Quando o dia amanhecer, eu morrerei.
Na hora em que você for abraçar o seu filho, fale-lhe de amor. Diga a ele: “Amo você. Você é a razão da minha vida.” Você é guarda. Você está ganhando dinheiro para manter a sua família, não é?
O guarda continuava parado, imóvel. Parecia um cadáver que respirava.
O prisioneiro concluiu: Então, leve a mensagem que eu não poderei dar ao meu filho.
As lágrimas jorraram dos olhos. Ele notou que o guarda também chorava. Parecia ter despertado do seu torpor. Não disse uma única palavra.
Tomou da chave mestra e abriu o cadeado externo. Com uma outra chave abriu a lingueta. Fez correr o metal enferrujado, abriu a porta da cela, deu-lhe um sinal.
O condenado à morte saiu apressado, depois correu, saindo da fortaleza.
O jovem soldado lhe apontou a direção das montanhas para que ele fugisse, deu-lhe as costas e voltou para dentro.
O carcereiro deu-lhe a vida e, com certeza, foi condenado por ter permitido que um prisioneiro fugisse.
Antoine de Saint-Exupéry retornou à França e escreveu uma página inesquecível: Uma vida, duas vidas, um sorriso.
* * *
Tantas vezes podemos sorrir e apresentamos a face fechada, indiferente.
Entretanto, as vozes da Imortalidade cantam. Sejamos nós aqueles que cantemos a doce melodia do amor, em todo lugar, nos corações.
Hoje mais do que ontem, agora mais do que na véspera quebremos todos os impedimentos para amar e lutar.”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/?topo=67,2,18,,,67 - Acesso em 28/06/2011.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Estudante do oeste: “Eu acredito!”
Estudante do oeste: “Eu acredito!”
26 de junho de 2011
“Olá Nobre Jornalista.
Bom, tenho 17 anos estou me formando esse ano no Ensino Médio, assim como qualquer jovem tenho sonhos e acredito em ações e atitudes das pessoas. Sim, ainda acredito. Sabe amigo, você passa 13 anos na escola, você cria amigos, é verdade que você terá muitas discussões com professores, direção, pais e colegas. Mas sabe o melhor disso tudo, Somos uma Família. E como família, nossas desavenças geram união, existem excessões, mas formaturas são emocionantes muito mais pelos laços que se quebrarão entre alunos e alunos, e alunos e professores. Sabe, hoje agradeço muito por ter tido no Ensino Médio professores que me fizeram pensar, vejo a cada a podridão desse sistema. Vejo bombeiro sendo presos por salvarem vidas, vejo professores esnobados por formarem vidas, e vejo deputados ganhando muito por destruirem vidas.
E sabe como eu, como estudante, integrante da chamada futura geração me sinto nisso tudo? Um lixo, e não tem sentimento maior, do que você olhar para livros, assuntos, vestibulares e se sentir impotente. Não tem sentimento pior do que ver professores, aqueles mesmo com quem ja discuti e muito, sofrendo, rezando, se emocionando.
Já me perguntaram por que eu faço tudo isso, por que Guilherme? A resposta está lá no início, EU ACREDITO, nas pessoas, nos estudos, nos relacionamentos e na sociedade. Os motivos para acreditar são pouquíssimos, mas eu acredito por que tive na 5ª série uma professora que me disse, Ler é Fantástico. Mas eu acredito, por que quando iniciei o Ensino Médio, um professor me perguntou, você é só isso que diz? Mas eu acredito, por que minha escola teve direções que me deram desafios. E venci aqueles que me foram propostos. E sabe por que? Por que eu ACREDITEI.
E como fica o Guilherme nessa história? Ele fica até tarde falando aos professores, não desistam. E muitos me perguntam, por que tu Guilherme apoias os professores? Eu não apoio somente professores, eu apoio o Futuro, um futuro no qual eu ainda ACREDITO.
Muitos estudantes não se interessam, pais esnobam esses assuntos. Só digo a eles, estão destruindo a vida de seus filhos.
Estou decepcionado com tudo nobre jornalista, com governo, pessoas e sociedade em geral, mas não deixarei de ACREDITAR, pois no fundo do túnel há uma luz e quando ela chegar, estarei lá dizendo: VENHAM AMIGOS, PESSOAS, PAIS, CRIANÇAS, VAMOS JUNTOS FAZER UM NOVO COMEÇO!
Mas enquanto isso, Guilherme se reserva a escrever ao nobre jornalista, e de manifestar seu apoio aos professores.
Não desistam professores, por favor não desistam. Se hoje penso, e existo é graças a vocês, que me deram um livro ao invés de drogas, que me deram uma critica ao invés de elogio, que me deram um desafio ao invés de um sofá.
Lhes digo de coração: NÃO DESISTAM. A batalha é árdua, a luta difícil, mas a união é imbatível.- Que fique claro nobre jornalista eu não vou 4 horas diárias a um lugar de quatro paredes usado como deposito de crianças, EU VOU A UMA ESCOLA COM MUITO ORGULHO!
Abraços,Guilherme Wagner, São João do Oeste.”
-
Moacir responde: “Acabei de receber esta mensagem. Tocou-me profundamente. Nunca imaginei que um jovem de São João do Oeste tivesse tanta maturidade, tanta ingelitência, tanta consciência crítica. E por que? Porque teve e tem excelente família, contou e conta com excelentes professores. Mas, sou sincero, a rigor, não me surpreende. Capital catarinense da língua alemã, com 6 mil habitantes, São João do Oeste conta majoritariamente com descendentes germânicos, este povo excepcional que deu contribuição gigantesca ao desenvolvimento do Estado. Só tenho a dizer-lhe e a todos os jovens que nos honram com o prestígio da leitura: ACREDITE SIM, NÃO DESISTA NUNCA,LEIA MUITO, ASSISTA BONS FILMES, SELECIONE OS MELHORES DA MÚSICA CLÁSSICA, CONHEÇA AS ÁRIAS DAS ÓPERAS MAIS POPULARES, CURTA A MUSICA POPULAR BRASILEIRA, MEDITE COM A BOA MÚSICA “NEW AGE”, SEJA ELO DE UNIÃO DE SUA FAMILIA, CELEBRE COM OS AMIGOS SINCEROS, NÁO SE ESQUEÇA QUE A GRATIDÁO É A PRINCIPAL VIRTUDE HUMANA E…SEJA MUITO FELIZ. SEU IDEALISMO, ENTUSIASMA. SUA DETERMINA, ESTIMULA. ESTOU CERTO QUE EM BREVE VOCE, QUE JÁ É, SERÁ MAIOR ORGULHO DE SUA FAMILIA, DE SEUS AMIGOS, DE SAO JOAO DO OESTE E DE TODA SANTA CATARINA. COM O ABRAÇO FRATERNO DE INCENTIVO E AGRADECIDO, DO MOACIR PEREIRA
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/page/2/?topo=67%2C2%2C18%2C%2C%2C67 - Acesso em 27/06/2011.
26 de junho de 2011
“Olá Nobre Jornalista.
Bom, tenho 17 anos estou me formando esse ano no Ensino Médio, assim como qualquer jovem tenho sonhos e acredito em ações e atitudes das pessoas. Sim, ainda acredito. Sabe amigo, você passa 13 anos na escola, você cria amigos, é verdade que você terá muitas discussões com professores, direção, pais e colegas. Mas sabe o melhor disso tudo, Somos uma Família. E como família, nossas desavenças geram união, existem excessões, mas formaturas são emocionantes muito mais pelos laços que se quebrarão entre alunos e alunos, e alunos e professores. Sabe, hoje agradeço muito por ter tido no Ensino Médio professores que me fizeram pensar, vejo a cada a podridão desse sistema. Vejo bombeiro sendo presos por salvarem vidas, vejo professores esnobados por formarem vidas, e vejo deputados ganhando muito por destruirem vidas.
E sabe como eu, como estudante, integrante da chamada futura geração me sinto nisso tudo? Um lixo, e não tem sentimento maior, do que você olhar para livros, assuntos, vestibulares e se sentir impotente. Não tem sentimento pior do que ver professores, aqueles mesmo com quem ja discuti e muito, sofrendo, rezando, se emocionando.
Já me perguntaram por que eu faço tudo isso, por que Guilherme? A resposta está lá no início, EU ACREDITO, nas pessoas, nos estudos, nos relacionamentos e na sociedade. Os motivos para acreditar são pouquíssimos, mas eu acredito por que tive na 5ª série uma professora que me disse, Ler é Fantástico. Mas eu acredito, por que quando iniciei o Ensino Médio, um professor me perguntou, você é só isso que diz? Mas eu acredito, por que minha escola teve direções que me deram desafios. E venci aqueles que me foram propostos. E sabe por que? Por que eu ACREDITEI.
E como fica o Guilherme nessa história? Ele fica até tarde falando aos professores, não desistam. E muitos me perguntam, por que tu Guilherme apoias os professores? Eu não apoio somente professores, eu apoio o Futuro, um futuro no qual eu ainda ACREDITO.
Muitos estudantes não se interessam, pais esnobam esses assuntos. Só digo a eles, estão destruindo a vida de seus filhos.
Estou decepcionado com tudo nobre jornalista, com governo, pessoas e sociedade em geral, mas não deixarei de ACREDITAR, pois no fundo do túnel há uma luz e quando ela chegar, estarei lá dizendo: VENHAM AMIGOS, PESSOAS, PAIS, CRIANÇAS, VAMOS JUNTOS FAZER UM NOVO COMEÇO!
Mas enquanto isso, Guilherme se reserva a escrever ao nobre jornalista, e de manifestar seu apoio aos professores.
Não desistam professores, por favor não desistam. Se hoje penso, e existo é graças a vocês, que me deram um livro ao invés de drogas, que me deram uma critica ao invés de elogio, que me deram um desafio ao invés de um sofá.
Lhes digo de coração: NÃO DESISTAM. A batalha é árdua, a luta difícil, mas a união é imbatível.- Que fique claro nobre jornalista eu não vou 4 horas diárias a um lugar de quatro paredes usado como deposito de crianças, EU VOU A UMA ESCOLA COM MUITO ORGULHO!
Abraços,Guilherme Wagner, São João do Oeste.”
-
Moacir responde: “Acabei de receber esta mensagem. Tocou-me profundamente. Nunca imaginei que um jovem de São João do Oeste tivesse tanta maturidade, tanta ingelitência, tanta consciência crítica. E por que? Porque teve e tem excelente família, contou e conta com excelentes professores. Mas, sou sincero, a rigor, não me surpreende. Capital catarinense da língua alemã, com 6 mil habitantes, São João do Oeste conta majoritariamente com descendentes germânicos, este povo excepcional que deu contribuição gigantesca ao desenvolvimento do Estado. Só tenho a dizer-lhe e a todos os jovens que nos honram com o prestígio da leitura: ACREDITE SIM, NÃO DESISTA NUNCA,LEIA MUITO, ASSISTA BONS FILMES, SELECIONE OS MELHORES DA MÚSICA CLÁSSICA, CONHEÇA AS ÁRIAS DAS ÓPERAS MAIS POPULARES, CURTA A MUSICA POPULAR BRASILEIRA, MEDITE COM A BOA MÚSICA “NEW AGE”, SEJA ELO DE UNIÃO DE SUA FAMILIA, CELEBRE COM OS AMIGOS SINCEROS, NÁO SE ESQUEÇA QUE A GRATIDÁO É A PRINCIPAL VIRTUDE HUMANA E…SEJA MUITO FELIZ. SEU IDEALISMO, ENTUSIASMA. SUA DETERMINA, ESTIMULA. ESTOU CERTO QUE EM BREVE VOCE, QUE JÁ É, SERÁ MAIOR ORGULHO DE SUA FAMILIA, DE SEUS AMIGOS, DE SAO JOAO DO OESTE E DE TODA SANTA CATARINA. COM O ABRAÇO FRATERNO DE INCENTIVO E AGRADECIDO, DO MOACIR PEREIRA
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/page/2/?topo=67%2C2%2C18%2C%2C%2C67 - Acesso em 27/06/2011.
sábado, 25 de junho de 2011
“Antes da Primavera”
“Antes da Primavera”
24 de junho de 2011
Enviado pelo internauta Gustavo Silva:
“Olá Moacir, segue abaixo o texro de um professor de conheci em um curso…um belo texto que serve exatamente para os dias de hoje, peeço que publique se possível. obrigado.
“Antes de terminar a primavera, Josué cumpria sempre o mesmo ritual, que no seu entender de homem simples e organizado, era de sua obrigação. Assim como era obrigação do homem do lampião acender todas as noites, pontualmente às sete horas, todos os lampiões da vila. Assim como era obrigação do guarda noturno velar pelos sonhos alheios.
Josué era um homem de obrigações, obrigações que lhe foram chegando com os anos vividos… Era também um ser solitário, pois os seus também foram partindo com os anos vividos. E ele ficara sem entender como a solidão se aconchegou em sua alma.
Na pequena vila, distante de tudo e de todos, Josué levava uma vida pacata, que mudava quando a primavera estava para acabar, e a presença das flores ainda coloria o vale.
Era então chegada à hora de Josué cumprir a sua tarefa, era o momento sublime da vida rotineira e solitária de Josué.
O homem então, dentro da sua razão de homem incumbido de algo divino a realizar, esperava ansioso o dia amanhecer, e quando o homem do lampião apagava o último lume, quando o guarda noturno dava seu último apito, Josué saia pelos campos orvalhados pela noite, acompanhado de suas idéias e obrigações, ia colhendo com cuidado todas as flores que encontrava pelo caminho e guardava-as em um saco já bastante surrado pelos anos de uso. Assim, Josué passava o resto do dia, catando flores e mais flores, até o anoitecer.
Aí então, ele esperava a vila dormir e o guarda noturno cochilar nas escadarias da igreja (segredo que só Josué conhecia) e saía pelas ruas espalhando as flores colhidas durante o dia… Espalhando-as generosamente nas calçadas, na frente das casas do comércio, na cadeia local, na pequena escolinha, e até mesmo na área de uma casa, que segundo suspeitas dos moradores locais, funcionava um cabaré!
O saco aos poucos, ficava vazio, preenchido pelo forte perfume das flores.
Quando a vila acordava Josué já estava longe, já não tinha mais obrigações!
E o povo da vila mais uma vez despertava com o perfume das flores embriagando suas vidas, e ninguém conseguia descobrir o autor de tão maravilhosa obra.
E assim Josué foi enterrado em uma vala comum, na terra úmida e escura. E não me lembro de ter visto algum vaso com flores na sua sepultura!
E também nunca mais o povo da vila acordou com o perfume das flores…
Sejamos todos nós, professores, entregadores de flores… Não importa o lugar, não importa quem as receba, nem mesmo se seremos recompensados pelos governos que passarão diante de nossos olhos.
O mais importante é que em nossas mãos ficarão os perfumes das flores ofertadas, e os nossos ensinamentos se perpetuarão nos corações dos nossos educandos.
AUTOR: Professor Angelo de Souza. Apae de Braço do Norte.”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/page/2/?topo=77%2C2%2C18 - Acesso em 25/06/2011.
24 de junho de 2011
Enviado pelo internauta Gustavo Silva:
“Olá Moacir, segue abaixo o texro de um professor de conheci em um curso…um belo texto que serve exatamente para os dias de hoje, peeço que publique se possível. obrigado.
“Antes de terminar a primavera, Josué cumpria sempre o mesmo ritual, que no seu entender de homem simples e organizado, era de sua obrigação. Assim como era obrigação do homem do lampião acender todas as noites, pontualmente às sete horas, todos os lampiões da vila. Assim como era obrigação do guarda noturno velar pelos sonhos alheios.
Josué era um homem de obrigações, obrigações que lhe foram chegando com os anos vividos… Era também um ser solitário, pois os seus também foram partindo com os anos vividos. E ele ficara sem entender como a solidão se aconchegou em sua alma.
Na pequena vila, distante de tudo e de todos, Josué levava uma vida pacata, que mudava quando a primavera estava para acabar, e a presença das flores ainda coloria o vale.
Era então chegada à hora de Josué cumprir a sua tarefa, era o momento sublime da vida rotineira e solitária de Josué.
O homem então, dentro da sua razão de homem incumbido de algo divino a realizar, esperava ansioso o dia amanhecer, e quando o homem do lampião apagava o último lume, quando o guarda noturno dava seu último apito, Josué saia pelos campos orvalhados pela noite, acompanhado de suas idéias e obrigações, ia colhendo com cuidado todas as flores que encontrava pelo caminho e guardava-as em um saco já bastante surrado pelos anos de uso. Assim, Josué passava o resto do dia, catando flores e mais flores, até o anoitecer.
Aí então, ele esperava a vila dormir e o guarda noturno cochilar nas escadarias da igreja (segredo que só Josué conhecia) e saía pelas ruas espalhando as flores colhidas durante o dia… Espalhando-as generosamente nas calçadas, na frente das casas do comércio, na cadeia local, na pequena escolinha, e até mesmo na área de uma casa, que segundo suspeitas dos moradores locais, funcionava um cabaré!
O saco aos poucos, ficava vazio, preenchido pelo forte perfume das flores.
Quando a vila acordava Josué já estava longe, já não tinha mais obrigações!
E o povo da vila mais uma vez despertava com o perfume das flores embriagando suas vidas, e ninguém conseguia descobrir o autor de tão maravilhosa obra.
E assim Josué foi enterrado em uma vala comum, na terra úmida e escura. E não me lembro de ter visto algum vaso com flores na sua sepultura!
E também nunca mais o povo da vila acordou com o perfume das flores…
Sejamos todos nós, professores, entregadores de flores… Não importa o lugar, não importa quem as receba, nem mesmo se seremos recompensados pelos governos que passarão diante de nossos olhos.
O mais importante é que em nossas mãos ficarão os perfumes das flores ofertadas, e os nossos ensinamentos se perpetuarão nos corações dos nossos educandos.
AUTOR: Professor Angelo de Souza. Apae de Braço do Norte.”
http://wp.clicrbs.com.br/moacirpereira/page/2/?topo=77%2C2%2C18 - Acesso em 25/06/2011.
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